A nova edição da Dragon Magazine me trouxe um artigo interessante: Playtest Artificer, que descreve uma nova classe de personagem para o D&D 4e. Este artigo já me provocou um receio imediato: se eles começarem a lançar uma classe nova a cada dois meses em dois anos teremos a confusão da edição anterior.
Segundo a matéria, a coluna Playtest pretende divulgar material que será eventualmente lançado em outros livros. Bem, como a classe de Artífice é originária do cenário de Eberron, talvez os editores tenham-na lançado antes para permitir que os jogadores deste cenário não parem de jogá-lo pela nova edição. Eu espero que seja só isto.

Mas vamos a ela:
Os artífices lidam com a magia de um modo técnico. Eles vêm um padrão na energia e matéria, e desenvolvem um entendimento de como manipular o fluxo dentro e através dos objetos mágicos. Eles aprendem a canalizar a magia em itens através de uma rede complexa de sinais e diagramas e da utilização de materiais arcanos.
O interessante dos Artífices é que eles são Líderes Arcanos, que utilizam seus poderes para favorecer os aliados. Eles podem reabestecer itens mágicos (como varinhas e cajados), repará-los (restaurando seus pontos de vida) e preparar infusões curativas em instantes; podem conjurar rituais como o Mago e mesmo utilizar os implementos arcanos (embora não recebam nenhum bônus por isto).
Entre os inúmeros poderes apresentados na matéria, gostaria de citar este:
Sorte Alterada Ataque do Artífice 3
Canalizando um padrão específico de energia através do equipamento de um aliado, você altera o fluxo da sorte.
Encontro – Arcano, Implemento
Ação Padrão – Área de explosão 2 em 10 quadrados
Alvo: Cada oponente na área de explosão
Ataque: Inteligência contra Vontade
Acerto: O alvo recebe uma penalidade de -2 em suas rolagens de ataque, testes de perícia e resistência até o fim de seu próximo turno.
Efeito: Um aliado na área de explosão ganha um bônus de +2 em uma rolagem de ataque, um teste de perícia ou de resistência até o fim de seu próximo turno. O aliado pode usar este bônus depois de determinado o resultado da rolagem.
Outros poderes seguem um padrão semelhante: ataques que causam dano (ou redutores) e fornecem bônus aos aliados próximos. A matéria ainda descreve alguns itens mágicos novos com foco para esta classe.
De um modo geral a matéria me agradou e, como as prévias do D&D 4e no início do ano, fornece uma idéia mais clara de como serão os livros lançados (nesse caso o Guia de Campanha para Eberron). Com a permissão do mestre é possível usar esta classe já, em outras aventuras, mas eu recomendo conversar com o mestre antes de trazer a matéria pronta para a mesa de jogo, afinal há poucas coisas piores do que coordenar uma aventura com regras que não se conhece.

Realmente, espero que não se tenha uma “infinidade” de classes, prefiro apenas lidar com “Paragon Path” ao inves de ficar lidando com milhares de Classes.
Mais a WotC tem que ganhar dinheiro de alguma forma certo? E porque não usando isso.
Se bem que em determinados cenários isso é quase uma obrigação. Fico imaginando Reinos de Ferro SEM pistoleiros, ou gigantes a vapor…
Pois bem, no final teremos uma lista de poderes grande para “personalizar o personagem” e isso me agrada.
Bom, eles avisaram que este seria o papel da revista e que este material seria considerado ‘core’.
Mas pode apostar no que você disse: vai ser uma confusão tremenda. Se só com o livro básico já é quase um suplicio escolher entre um poder e outro (no bom sentido, pois todos são bons), imagina quando tivermos uns 15 poderes à disposição naquele nível? Vai ser melhor pelo individualismo do personagem, mas vai levar a vários minutos de indecisão.
Quanto ao fato de lançar novas classes, eu acho que tem que pelo menos trazer nossos velhos conhecidos de volta (o bardo, o druida – classes que já joguei e adoro – o bárbaro, o feiticeiro…). Aliás acho que no livro básico deveria ou ter uma classe a mais (ou então um striker a menos e outro controller), pois temos apenas UM representante do controller. E não se esqueça, no livro do jogador mesmo cita OITO fontes de poder e vimos 3 até agora… com 9 classes (incluindo aí o artificer). Quantas mais não estão por vir?
[...] um líder arcano para o cenário de Eberron, discutido no post anterior. O artífice manipula itens mágicos e mundanos para realizar efeitos que contribuem com os membros [...]
Leia novamente e verá que não me queixei da quantidade de arcanos no livro básico, mas pelo fato de que há apenas um controlador.
Sei que haverá controladores no futuro, mas acredito que esta opção deveria aparecer no primeiro livro do jogador, para oferecer uma opção diferente para quem quiser arriscar este papel.
Eu concordo inteiramente com você, Alessandro. Acho que estão faltando controladores… mas acredito que o Livro do Jogador II deva trazer uns dois novos (assim espero).
[...] também armado com sua espada, que ele pode inclusive trazer até si e repará-la caso perdida; e o Artífice com sua variada coleção de bastões, cajados, orbes e varinhas. Mais recentemente o Bardofoi [...]
[...] guia para a 4ª edição do Dungeons & Dragons « Quebrou? Deixa que eu conserto! Livro do Jogador II [...]