Estava conversando ontem com meu amigo Gauxom, leitor assíduo do blog, sobre sua encomenda do D&D 4e que tinha acabado de chegar. Apesar de toda a empolgação, no meio de nosso bate papo surgiu a seguinte constatação:
Gauxom: Não sei se você notou também que está extremamente necessário a utilização de miniaturas e mapas bem estruturados para essa nova versão.
Não posso negar que é verdade. Para começar todos os alcances de poderes (assim como armas) agora é expresso em quadrados (uma medida de tile). E fica a dúvida: será um quadrado o equivalente a 1,5 metros? Se sim, porque a mudança?
Ora, todos estes cálculos em base em 1,5 metros estava ficando complicado na edição anterior. Tínhamos magias com alcance de 27 metros + 1,5 metro por nível. Dio Santo, haja multiplicadores. Não podemos esquecer que a versão inglesa utilizava pés (feets) para estes valores, o que deixava os tradutores para o resto do mundo de cabelo em pé.
Isto também se refletiu nas áreas das magias. Nada mais de cones, de linhas ou formatos estranhos. Temos a explosão, que parte de um centro em todas as direções; e a rajada, que compreende grande quadrado com as dimensões citadas. Uma Explosão 1 alcança todos os quadrados adjacentes enquanto uma Rajada 3 gera uma área semelhante de 9 quadrados (3 x 3).
Mas bem, os quadrados nos exigem mapas mais elaborados, e estes mapas geram tiles (tabuleiros) para posicionar os personagens e monstros. E que representação melhor do que as miniaturas? Então tudo isso é uma conspiração da Wizards of the Coast para nos fazer comprar miniaturas?
Eu não acho que chegue a tanto. O D&D sempre foi, na minha opinião, o RPG com mais regras relacionadas a tabuleiros, e isto não seria diferente agora. Apesar de referências mais claras aos tabuleiros e miniaturas, ainda acho possível jogar sem eles.
Mas devo citar que deve haver uma boa sincronia entre mestre e jogadores para que isto possa acontecer. Em minhas mesas de jogo sempre houveram questionamentos dessa ordem pelos jogadores: “Eu posso chegar até o monstro em uma rodada?” e “Como assim eu tomo um ataque de oportunidade? Eu quero correr longe do monstro!” e é bem difícil fazer com que os jogadores imaginem toda a cena sem desenhar um mapa.
Se houver um tabuleiro, ainda melhor. Ou não!

Eu particularmente não consigo jogar sem mapas e miniaturas. Com elas fica tudo mais facil, mais nitido, e vc nao precisa se preoculpar com gente reclamando de ter tomado ataque de oportunidade.
Quando comecei a mestrar 3ª edição, não usávamos tabuleiro (estávamos acostumados a jogar storyteller). Eu distribuía ataques de oportunidade aleatórios para os PCs quando lutavam contra exércitos, mas eles ficavam indignados ao receberem tais ataques.
É indispensável, sim, o uso de tabuleiro. Além do mais, a mesa fica muito mais bonita!
Olá Jefferson, (é o Jefferson aí…?)
Acho extremamente importante todo mestre de D&D 4E se lembrar sempre que as minis são um acessório do jogo. Tive um problema sério com uma nova mesa que comecei no início do segundo semestre desse ano justamente relacionado com isso.
Os jogadores (todos veteranos) aparentemente não conseguiam se desprender das planilhas e do tabuleiro. A coisa era tão periclitante que eu tomei uma atitude drástica: aboli as planilhas e o tabuleiro durante 3 sessões. Eles tinham planilhas, eu tinha um mini tabuleiro esquematizado atrás do screen, mas eles nãos abiam que tinham e a coisa consertou, agora eles conseguem entender que as mins são só um “gráfico” pra auxiliar a imaginação deles (que é o mais importante).
Falamos sobre a influência das miniaturas lá no d3system, mas vc me deu uma boa idéia de artigo: descrever essa minha recente dificuldade e a maneira como eu a solucionei. Quem sabe eu não ajudo mais gente com isso né?
Daniel Anand disse:
No momento que o povo parou de brincar de RPG e começou a brincar de playmobil, você está usando miniaturas demais.
[...] todas as regras do D&D 4e parecem um tanto amarradas aos conceitos de quadrados. Claro que isso tem suas vantagens, mas vou citar algumas regras caseiras que podem tornar o jogo mais [...]
[...] todas as regras do D&D 4e parecem um tanto amarradas aos conceitos de quadrados. Claro que isso tem suas vantagens, mas vou citar algumas regras caseiras que podem tornar o jogo mais [...]