Voltando a responder alguns contatos, Gustavo Piazza enviou-me o seguinte comentário:
Gostaria da sua opnião sobre algumas alterações de regras que eu criei. (…) A primeira é sobre o tamanho das criaturas. Na 3ª edição havia aqueles bônus e penaltes que desapareceram. Eu gostava muito deles e resolvi adaptá-los à 4ª.

Basicamente as regras do Gustavo se resumem a adicionar os seguintes bônus para criaturas pequenas:
- +1 no Ataque com armas
- +1 em CA e Reflexos
- +1 em Furtividade
- -1 no Dano com armas
- -1 em Fortitude e Vontade
- -1 em Intimidação
Personagens ou criaturas minúsculas receberiam os bônus dobrados e, no caso de criaturas grandes, os bônus e penalidades seriam invertidos. Novamente, criaturas enormes (e imensas) somariam estes bônus várias vezes. O Gustavo usou a Vontade como padrão para equilibrar, mas ele mesmo considerou que não é a melhor opção.
Respondendo:
Baseando-me na descrição de tamanho do livro dos monstros, e com alguns adendos daquela versão home-made de Druida que eu mencionei em um artigo anterior, resolvi sugerir uma regra própria:
1. Criaturas Minúsculas:
Poderiam simplesmente receber bônus de +2 nas defesas (CA e Reflexos) e nos testes de Furtividade contra criaturas maiores. Estas criaturas também ocupam somente 1/4 de espaço, e só podem realizar ataques contra oponentes em seu próprio quadrado.
Em meu grupo de jogo há inclusive uma Patrulheira que possui um broche que a permite transformar-se em um pardal (tem muito a ver com o background da personagem). Até o momento não tive problemas ao usar as regras acima, pois ela não tentou atacar nenhum inimigo ou erguer algum objeto nesta forma. Para balencear estas características, acredito que um redutor de -4 nos testes de força seja suficiente (vale lembrar que ela não pode usar armas na forma de pássaro).
2. Criaturas Pequenas:
Podemos nos basear nos halflings do livro do jogador, eles não recebem nenhum bônus adicional, mas duas criaturas pequenas podem ocupar o mesmo quadrado.
3. Criaturas Grandes:
Ocupam mais espaço no tabuleiro (2×2) e ganham benefícios de alcance (2 quadrados). O mesmo pode se aplicar para criaturas enormes (3×3, com 3 quadrados de alcance) ou imensas (4×4, alcance 4);
Eu não pensei em desvantagens, porque no caso dos personagens, poderíamos vincular estas qualidades a um talento (semelhante ao que o Alexandre fez com seus Protântilos).
Mas caso queira adicionar estas características a um monstro, atribua a ele redutores iguais os bônus para criaturas minúsculas (-2 em CA, Reflexos e Furtividade), uma vez a cada adição de tamanho. Além disto criaturas grandes deveriam ter um valor mínimo de Força ou Constituição e, além do mais, terão armas maiores com danos consideráveis.

Pelo que verifiquei no Livro dos Monstros, não há nenhum tipo de bônus ou penalidades imbutidos nas fichas, nem mesmo de criaturas enormes (como o Death Titan).
O que muda, na prática, é o aumento do dano da arma pelo tamanho, o que já consiste em um aumento “virtual” de força e o alcance.
Nota-se que criaturas muito grandes têm níveis elevados, o que automaticamente significa, além do que já falei, um aumento de dano de arma para [2W] no nível 21. Isso, repito, ALÉM do aumento do dano pelo tamanho.
Ou seja, um humano usando uma maça causa 1d8 de dano. Um gigante causa 1d10; um titã causa 1d12. E se o titã for nível 21, causa 2d12. Tudo isso sem aumento na força através de “bônus de tamanho”, pois criaturas de níveis altos têm naturalmente atributos elevados (inclusive Força).
Utilizei, para os Protântilos, os mesmos bônus de itens mágicos do Livro do Jogador, como o Cinturão da Força do Gigante, que confere +2 em testes de Força e Atletismo, EXCETO para ataque e dano. Já o item da “Força do Titã” aumenta os bônus para +3, ou seja, um mísero “+1″ acima da Força do Gigante.
Só que utilizei como “características raciais”, e não como um “bônus por serem grandes”. Há uma grande diferença entre as duas abordagens.
Pode parecer pouco um +2 ou +3 (que nem podem ser utilizados para ataque e dano), mas um personagem de nível mais alto já tem um bônus de ataque maior (metade do nível). Além disso, se “bater bem” significasse “ter Força”, a 4ª edição não teria colocado tantos ataques baseados em Destreza, Constituição e atributos mentais.
Conclusão: na 3ª edição a Força era muito valorizada, o que fez com que nos acostumássemos com a afirmação “quanto mais força melhor”.
Bom, esta ausência de bônus e penalidades na 4e não fez tanta falta. Porque na 3e, mesmo com penalidade, criaturas grandes ou maiores possuiam bônus titânicos na CA, que acabavam matando esta diferença. No entanto, esta diferença existia de fato em criatura de tamanho inferior a médio, mas como estas eram raras, a tornavam insignificante.
Esta de parabêns o Blog, e estuo comentando para visar (e pedir licença) que estou linkando o Tomo4& no blog roll do meu novo Blog: http://guerrasdraconicas.wordpress.com/.
Valeu.