Olá,
Ouvi a pouco tempo um podcast no Rolando20, e senti falta deles em falar a respeito do “Meio Nível Bônus“, então, mãos a obra!
Primeiramente vamos entender ONDE esse bônus é aplicado.
Basicamente, esse bônus é aplicado em todos os testes (com a exceção de Dano), seja testes de habilidades, perícias, ataque, poderes… Esse bônus é exatamente metade do nível de personagem, arredondado para baixo.
Ou seja, agora, inimigos de nível alto, terão Iniciativa, Ataques, Habildiades maiores, que os inimigos de nível mais baixo.
Esse bônus representa, uma evolução, e aprendizagem de modo geral para o personagem em questão. Ou seja, o meu guerreiro de nível 1 tem conhecimento básico sobre como se preparar para um combate, e por isso não recebe nenhum bônus, enquanto o mesmo guerreiro em nível 10 já passou por tantas batalhas que consegue saber o momento certo de sacar sua arma (por isso o bônus de nível, ou +5).
Quando falamos de iniciativa, faz sentido, testes de habilidades mentais/sociais também faz sentido. Agora porque um Ladino de nível 1 com destreza 18 tem de diferente de um Ladino de nivel 10 com destreza 18?
Basicamente, o Ladino de nível 1, sabe usar sua destreza de forma bruta, sabe que é agil, mas não conhece os “truques” para ter uma maior precisão, ou reflexo quanto de um Ladino muito bem vivido de nível 10.
O mesmo vale para força, pergunte a um cara que ergue peso todos os dias, ele sabe uma ou outra maneira de movimentar o joelho junto com o quadril para fazer menos força e assim usar melhor seus músculos. Ou então desenvolve uma resistencia natural ao esforço físico e resistencia saúde melhores (constituição).
É essa a realidade para o Bônus de meio nível, dentro de jogo.
Para as perícias, se tem o mesmo sentido. Um Paladino de nível alto, sabe como usar do timbre de sua voz para melhorar sua conversa e facilitar a Diplomacia, enquanto o Mago de nível alto sabe os escritos e glifos de tanto que tem contato com esses símbolos arcanos. O Ladino está tão acostumado a procurar por pequenos objetos que consegue definir a textura de uma rocha e saber se é um material caro, ou uma réplica barata.
Então vem um grande amigo meu e me diz: “Mas eu gosto de pontos de perícia, eu podia customizar meu persoangem assim!”
E eu respondo, pode customizar, não é porque TODOS os testes tem meio nível de bônus que você não pode escolher um talento para aumentar APENAS sua capacidade de nadar, ou APENAS sua capacidade de rastrear. Claro que quando se tem o treinamento na perícia, pressupõe que o personagem é apto igualmente em todas as áreas da perícia, isso é claro em nome da simplicidade e praticidade.
E quanto ao bônus em perícias não treinadas? Essa é simples, para um aventureiro (o foco do D&D), é comum ter que escalar, correr, saltar, pesquisar glifos arcanos, negociar uma esapda, procurar comida na natureza, e todo o repertório de perícias.
De tal forma que um personagem mesmo que não tenha o Bônus de treinamento, ainda conhece alguma coisa a respeito do mundo ao seu redor, e sabe lidar, claro que não tão bem quanto um personagem treinado.
Ou seja, a mudança para “Meio Nível” em tudo, tirou a necessidade de tabelas e mais tabelas, facilitando para se criar NPC’s rapidamente, cálculos de bônus quase “brotam” na mente apenas olhando o nível e a habilidade do personagem.
E ainda temos a “customização” do personagem, graças a sua quantidade de talentos, e poderes que fazem personagens unico de maneira rápida.
Esse é meu ponto de vista.
CYA

E pra quem realmente gostava de dividir os pontos de skill na 3ª edição (quase todo mundo que eu jogava maximizava os ranks), você pode facilmente criar uma house rule: você ganha 5pontos x o número inicial de perícias de sua classe para dividir como quiser entre suas perícias de classe. Cada ponto vale +1 na skill. Simples assim, já dá uma customizada maior.
A princípio, eu achei que ter perícias apenas do estilo “tem ou não tem” ia ser horrível. No entanto, depois eu vi que não era tão simplista: agora você evolui naturalmente suas perícias. Não existe mais a chance de um guerreiro de nível 20 ter menos Sentir Motivação do que um Bardo de nível 1 tem em blefar…
Afinal de contas, um personagem que está se aventurando acaba ganhando vivência de mundo. E supõe-se que ele em geral estará viajando (muitas vezes em condições difíceis), que no tempo livre os personagens conversam, etc.
Ainda acho estranho o fato de um personagem receber o bônus em todas as perícias, afinal um personagem sem contato com o arcano não deveria recceber este bônus aí, assim como o mago que utiliza frequentemente as magias Voar e Levitação receber o bônus para escalar.
Porém, esta regra serve para deixar a criação dos personagens mais simples e direta. Como mestre, nos casos especiais que citei acima costumo atribuir um redutor considerando a falta de conhecimento ou prática.
No final dá no mesmo, sem agregar complexidade ao personagem.
Concordo com tudo oq foi dito acima!!! =]
Certamente, oq agente (Mestres) precisamos fazer eh descomplicar as coisas… adaptando para as nossas necessidades(se for o caso)… e não ficar complicando as coisas!!!
Como nesse caso q o Shin comentou acima… eh soh ajustar um pokim e acabou-se… fim de papo!!!
Adorei a regra de acrescentar “Meio Nível de Bônus”… ela representa perfeitamente a evolução dos personagens… sem dizer q tira aquela coisa de por ex… “um guerreiro de 1º nivel e um de 20º nivel, sem armadura e com DEX 18, possuem o msm CA”… como acontecia nas adições passadas…
Agora a figura da evolução está melhor representada!!!
By Hatory
Olá,
Véxo, vamos apenas SUPOR, apenas um exemplo, irei colocar o mago e o guerreiro escalando, escalar é uma perícia baseada em força, logo temos pelo menos +4 para o guerreiro, e +0 para o mago, depois, se considerar que o guerreiro é treinado, ainda tem o +5 do treinamento, e o mago +0, pois ele não tem essa pericia como de classe.
No final o mago ainda é +0 (ou +2 se for um mago fitness!), enquanto o guerreiro consegue facilmente +9, se tiver ainda foco em pericia, é +12!!!
Então, te pergunto novamente, quem irá escalar?
O mago já viu varias vezes o guerreiro escalando, mas ainda terá dificuldades para fazer a escalada, enquanto o guerreiro esta facilmente escalando.
E não importa o nivel, pois a diferença é a mesma.
Então, mesmo que a situação aconteça da seguinte forma, personagens em nivel 10, fazendo uma escalada para nivel 1, o mago irá escalar com +5 (+7 se for fitness hein!), enquanto o guerreiro terá +14 facilmente.
Percebeu, mesmo a escalada sendo de nivel 1, para personagem de nivel 10, e usando a DC padrão de nivel 1, temos ainda 15% de falha para o mago, que é um cara que já viveu bastante (nivel 10), e o guerreiro irá escalar sem usar as mãos, e com as pernas amarradas (nivel 10).
Entende?
Quando passamos isso para o nivel épico, o mago ainda será bom, e fara essa escalada de nivel 1 facilmente, mas ainda não poderá fazer como o guerreiro, e possivelmente, uma escalada para o nivel épico será tão dificil, que mesmo o mago já tendo alguma experiencia de vida (nivel 20), ainda terá dificuldades.
Espero ter explicado meu ponto de vista a respeito.
Lembrando Véxo, que eu também aplico a mesma penalidade, caso seja uma coisa do tipo: “O cara NUNCA escalou na vida” ou então “O cara nunca viu uma mágica na vida dele”, nesses casos acho perfeitamente lógico aplicar uma penalidade no teste.
Cya!
Olá,
Véxo, vamos apenas SUPOR, apenas um exemplo, irei colocar o mago e o guerreiro escalando, escalar é uma perícia baseada em força, logo temos pelo menos +4 para o guerreiro, e +0 para o mago, depois, se considerar que o guerreiro é treinado, ainda tem o +5 do treinamento, e o mago +0, pois ele não tem essa pericia como de classe.
No final o mago ainda é +0 (ou +2 se for um mago fitness!), enquanto o guerreiro consegue facilmente +9, se tiver ainda foco em pericia, é +12!!!
Então, te pergunto novamente, quem irá escalar?
O mago já viu varias vezes o guerreiro escalando, mas ainda terá dificuldades para fazer a escalada, enquanto o guerreiro esta facilmente escalando.
E não importa o nivel, pois a diferença é a mesma.
Então, mesmo que a situação aconteça da seguinte forma, personagens em nivel 10, fazendo uma escalada para nivel 1, o mago irá escalar com +5 (+7 se for fitness hein!), enquanto o guerreiro terá +14 facilmente.
Percebeu, mesmo a escalada sendo de nivel 1, para personagem de nivel 10, e usando a DC padrão de nivel 1, temos ainda 15% de falha para o mago, que é um cara que já viveu bastante (nivel 10), e o guerreiro irá escalar sem usar as mãos, e com as pernas amarradas (nivel 10).
Entende?
Quando passamos isso para o nivel épico, o mago ainda será bom, e fara essa escalada de nivel 1 facilmente, mas ainda não poderá fazer como o guerreiro, e possivelmente, uma escalada para o nivel épico será tão dificil, que mesmo o mago já tendo alguma experiencia de vida (nivel 20), ainda terá dificuldades.
Espero ter explicado meu ponto de vista a respeito.
Lembrando Véxo, que eu também aplico a mesma penalidade, caso seja uma coisa do tipo: “O cara NUNCA escalou na vida” ou então “O cara nunca viu uma mágica na vida dele”, nesses casos acho perfeitamente lógico aplicar uma penalidade no teste.
Cya!
Exatamente sobre este último parágrafo que eu falo, Shin.
Acho que é óbvio o conceito da escalada, mesmo para o mago, e por isto a regra esta mais do que correta.
Mas em alguns casos o redutor vêm como uma maneira de “apimentar” as coisas. E é claro, normalmente utilizo isto em situações onde não há um risco real.
Como o Shin explicou muito bem, a metade dos seus níveis, na quarta edição, são somados em todos os seus ataques e todas as suas defesas (entre outros).