No início de Outubro, a Dragon Magazine (ainda em sua versão gratuíta) apresentou o primeiro playtest da classe do Bárbaro, anunciado para o Players Handbook II. O artigo veio repleto de poderes e descrevia claramente todas as características da classe.
Como era de se esperar, isto gerou uma imensidão de comentários nos fóruns da Wizards, com reports dos jogadores. Nas notícias de hoje do site do D&D 4e, as primeiras impressões dos jogadores foram analisadas e respondidas pela equipe da Wizards:
- Dano em Poderes sem Limite: muitas pessoas observaram que a capacidade de causar danos maiores (que é parte do papel de agressor) não pode ser simplesmente adicionada nos poderes sem limite do bárbaro.
Ao adquirir multi-classe com outro agressor (ladino ou patrulheiro) o personagem consegue combos que desequilibram a mecânica do jogo. Existiu o caso de um bárbaro/ladino que, com vantagem de combate, pode causar 2[A] + 8d6 + modificador de Força de dano no 21° nível com um ataque sem Limite!
A equipe da Wizards deixou claro que está tomando providências para prevenir estes abusos através de multi-classe. Vamos esperar para ver. - Armaduras: para encorajar a interpretação de um personagem não-civilizado, o Bárbaro foi planejado como um personagem proficiente em armaduras leves somente. Isto frustrou um pouco os jogadores que quiseram investir seus talentos em usar armaduras mais e mais pesadas, mas não é um fator que vai ser alterado.
- Golpe de Fúria (Rage Strike): houve muita confusão a respeito deste poder, visto que ele só começa a funcionar quando o personagem adquire seu segundo poder diário (isto em 5° nível). A mecânica deste poder não será mudada, mas vai precisar de uma explicação mais clara.
- Fúria do Falcão da Tempestade (Thunder Hawk Rage): várias pessoas apontaram um desequilíbrio neste poder, porque ele permite que seus próximos ataques sem Limite derrubem automaticamente o oponente. Portanto, será removida a capacidade automática.
Achei muito interessante este feedback da equipe de desenvolvimento do D&D. Além de disponibilizarem as regras para teste, reuniram os jogadores para falar sobre suas impressões (e reclamações) e ainda consideraram as alterações apontadas.
Apesar desta ser uma prática comum no desenvolvimento de software, a Wizards se mostra novamente pioneira, ao trazê-la para o RPG. Isso me deixa muito mais tranqüilo a respeito dos novos suplementos; com os testes ocorrendo antes do lançamento do produto final, teremos pouco (ou nada) a ser adicionado em erratas mais tarde.

Esse playtest aberto da wizards é o ponto mais positivo da edição, vai permitir um equilibrio do jogo, coisa que não existia na edição anterior. Infelismente isso não foi feito antes de seu lançamento, e os livros estão cheios de erratas (que felizmente serão acrescentadas no livro em português, que decidirá se jogarei o não 4E).
O comentário das armaduras foi diferente do que você colocou ali. O que disseram foi que o bárbaro clássico não usa armaduras pesadas, porém a mecânica da classe (forcada em Força e Constutição) favorece a compra de talentos de usar armaduras, e como Destreza é um atributo inútil pra bárbaros, então mecanicamente não há nenhum motivo pra não se usar as armaduras mais pesadas que puder.
Eles vão alterar a classe pra incentivar os jogadores a permanecerem usando armaduras leves, mesmo tendo atributos e talentos mais que suficientes pra enlatar seu bárbaro.
Meu palpite é que vão dar algum bônus genérico enquanto usarem essas armaduras. Algo semelhante com o Guerreito Vendaval (Tempest) do Martial Power.
Boa sacada Nibelung. Realmente me pareceu que a equipe de desenvolvimento do D&D não está afim de abrir mão da baixa classe de armadura como fator para equilibrar o Bárbaro em relação aos outros agressores.