Olá,
Antes de falar a respeito dos monstros em campo de batalha, irei falar a respeito de “encontros“, mesmo essa palavra sendo muito comum entre o público jogador de D&D, ainda existe um certo “mistério” a respeito do que é “Encontro” e do que é encontro.

Um encontro de acordo com o Dungeon Master Guide (p.120) é um desafio, um momento onde qualquer “erro” irá causar algum tipo de problema, seja a perda de pontos de vida (encontro de combate), perda de pulsos de cura (talvez um trap/hazard), ou mesmo um problema maior, como deixar a filha do nobre da cidade morrer (uma quest?).
Então temos que encarar o fato que um encontro muito fácil, como derrotar um “plebeu” não irá conceder nenhum ponto de experiência, afinal, um plebeu ainda é um plebeu. Do mesmo jeito que evitar o grupo de Cíclopes na frente da caverna não irá render nenhum ponto de experiência. Entretanto passar pelos Cíclopes como uma desafio de perícia pode render um excelente roleplay e alguma experiência.
Irei falar primeiro dos encontros “combativos” que são os encontros mais comuns nos jogos de D&D.
Um encontro combativo (ou somente “Combate“), geralmente começa quando o Mestre diz: “Rolem a Iniciativa“, isso representa o início do combate, e é onde a emoção está. Afinal derrotar um monstro pode ser muito divertido, geralmente, atacar, acertar, errar são coisas muito interessantes, ver os dados rolando e os inimigos caindo é uma experiência incrivel!
Um encontro termina quando os inimigos são derrotados. Então encontramos nossa primeira coisa interessante aqui, derrotar um inimigo não significa “cortar sua cabeça” e sim “eliminar o inimigo do combate“.
Agarrar o inimigo e fazer ele perder a consciência, é uma maneira de derrotar, assim como uma uma armadilha de fosso também é uma forma de maneira. Ou mesmo amarrar um inimigo também é uma forma de vencê-lo.
Ao encerrar um encontro os personagens podem fazer um descanso e recuperar suas forças para os próximos encontros, ou então continuar avançando. Quando os jogadores decidem continuar, eles não fazem o descanso, entretando isso também torna as coisas mais difíceis, para termos de jogo, é como se o encontro não tivesse terminado.
Claro que se os jogadores encontrarem a sala seguinte vazia, e decidirem explorar a sala, é considerado um “descanso curto“, mesmo que nenhum deles use esse mesmo tempo para recuperar seus pontos de vida, mas seus poderes por encontro se recuperam.
Encontros não combativos devem representar o mesmo risco para os personagens. Então pense com muito carinho quando usar um “Desafio de Perícias“, pois estes desafios terão que impor o mesmo sentimento de “estamos em apuros” que um combate impõe.
Armadilhas e “Hazards” são uma segunda ferramenta de encontro para os mestres, pois estas podem ser atrativos, muito interessantes para os mestres e jogadores, representando um elemento “único” para um combate, e assim o podendo tornar um encontros simples, em uma batalha épica.
Ainda sobre encontros não combativos, ainda temos os puzzles. Estes puzzles são quase como brincadeiras, entretanto, puzzles sozinhos não representam um encontro, porém podem dar muito sabor a outros encontros, e quem sabe ser a peça final para uma “Quest“.
Então, quando for calcular a quantidade de “experiência” de cada jogador tenha muito cuidado para não colocar uma quantidade menor/maior do que os jogadores realmente devem receber. Não estou falando que o mestre deve ser uma pessoa vil o bastante para não permitir que os jogadores evoluam. Mas “sobrecarregar” a experiência também não é o melhor exemplo.
Bem, espero ter ajudado a compreender essa palavra chave muito importante.
Cya.
