Quando o D&D 4e ainda era uma previsão, em fevereiro, escrevi um post a respeito dos Instrumentos (Implements) que foram anunciados como uma das novas (e principais) características do Mago. De lá para cá, com o lançamento oficial da nova edição, os artigos da Dragon Magazine e as prévias do Livro do Jogador II muita coisa mudou.
Os implements não são uma peculiaridade do Mago; todas as classes arcanas necessitam de um instrumento para realizar seus feitiços e, mesmo os divinos e os primais têm os seus próprios. O Mago é ainda o mais versátil pois, além de possuir acesso a 3 diferentes instrumentos (cajados, orbes e varinhas) possui uma especialização que fornece bônus no uso de um destes.
As outras classes arcanas não ficam tão atrás: o Bruxo possui acesso aos bastões e também as lâminas de pacto (pact blades) que, além de ferramentas para conjurar as forças arcanas, podem ser usadas como armas; o Swordmage, lançado no Forgotten Realms vem também armado com sua espada, que ele pode inclusive trazer até si e repará-la caso perdida; e o Artífice com sua variada coleção de bastões, cajados, orbes e varinhas. Mais recentemente o Bardo foi anunciado tendo como instrumentos a varinha e os instrumentos musicais encantados.
É importante deixar claro que, ao contrário do Mago, estas classes não recebem bônus algum simplesmente por utilizarem os instrumentos e, em muitos casos, eles nem são requisitos para a execução das magias. As adagas rituais e instrumentos musicais só parecem ter vantagens em jogo quando você os adquire encantados. Mas devemos concordar que isto valoriza muito a interpretação, e é um fluff e tanto.
Como eu mencionei acima, as classes divinas não poderiam ficar de fora. Os símbolos sagrados são seus principais instrumentos de fé e, apesar do que se esperava, o Clérigo não recebe bônus algum ao utilizá-los nem mesmo possui outras opções de isntrumentos. O Paladino, ao contrário, ainda pode utilizar-se das espadas sagradas como foco para seus poderes, o que é um vantagem dupla, pois todos os seus poderes que não utilizam implementos, requerem o uso de uma arma.
Outras classes divinas ainda não foram anunciadas, embora tenhamos certeza de que o Livro do Jogador II trará ao menos uma nova; então pouco podemos supor a respeito de novos implementos. Mas é certo, de que tanto este livro, quanto o Divine Power a ser lançado no ano que vem traga novas opções de instumentos divinos.

Desculpe Eric... meu chapéu não funciona muito bem quando está molhado.
Por fim, o Druida, anunciado recentemente vem trazendo seu cajado, instrumento que compartilha com os magos, e o totem, um instrumento essencialmente primal. O Xamã é uma outra classe primal que deve usar este implemento, mas até o momento sabemos muito pouco a este respeito; sequer um modelo de totem foi publicado pela Wizards.
O Livro do Jogador II trará ainda outras classes, como o Invocador (possivelmente um controlador arcano) a ser publicado em playtest no próximo dia 15. Ele deve possuir, como tantos outras classes arcanas, dois instrumentos, dos quais ouso prever deve estar a varinha ou o bastão e um instrumento específico, como são as adagas rituais para os bruxos; resta saber qual.
Será que finalmente teremos os chapéis arcanos para invocar criaturas? Presto! Como já está se tornando tradição, aguardem uma tradução resumida da classe aqui no Tomo 4ᵉ!

Creio que o Invoker seja divino e não arcano.
Pelo que o pessoal está comentando na ENWorld, você está certo, Secktor!
Eu havia imaginado que seria uma versão dos magos especialistas da edição anterior, mas estava errado. Valeu pelo comentário.
Eu duvido que eles fossem criar um 3° controller arcano… Já que o feiticeiro deve ser controller também. O Invoker deve ser divino, seria o que faz mais sentido – e traria possibilidades muito, muito interessantes (algo como o arquivista do Heroes of Horror).
Mais uma coisa, não seria bom “arrumar” uma tradução já pra fonte de poder Primal? Primitivo ou Primevo seriam boas opções. Com a chegada do PHB2 cada vez mais próximo, esse termo vai aparecer com mais frequencia.
Ah, e não esquece de fazer propaganda aqui pra enquete do Warlord lá no D3system.
Acho que Primevo seria uma boa opção… ou então deixa como Primal mesmo.
“todas as classes arcanas necessitam de um instrumento para realizar seus feitiços”
Lembrando uma coisa primordial, todas as classes podem conjurar magias sem instrumentos, eles por sua vez, focam o teu poder mágico (seja qual for a fonte) e melhora as suas magias.
Como eu havia citado num post anterior, hoje cedo foi publicado o resumo da classe do invocador que, ao contrário do que eu previa, não era uma especialização do mago, mas sim uma nova classe divina com a função de controlador.
[...] Como eu havia citado num post anterior, hoje cedo foi publicado o resumo da classe do invocador que, ao contrário do que eu previa, não [...]