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A Bondade/Maldade do Mestre

Bem,

Eu sempre fui um mestre sacana, o pior tipo de cara, aquele que não tem medo de quebrar o item mágico de qualquer jogador, de colocar monstros com armas vorpais para matar aquele NPC que sempre protege, e deixar qualquer companheiro animal receber algum tipo de ataque pelo druida, de fazer cada ponto de vida do jogador ser mais valioso que 1000 peças de ouro!

Por trás do escudo, ninguém sabe o que o mestre faz!

Por trás do escudo, ninguém sabe o que o mestre faz!

Usava inimigos de niveis mais dificeis, e colocava encontros em que somente a espada não era o bastante, em que o grupo deveria agir junto e agir em concordância, fazendo um ser o braço esquerdo do outro.

Sempre fiz as coisas da maneira para que os jogadores fossem apanhar, ou por bem ou por mal, e unica salvação era a maneira criativa de sair de cada enrascada. Entretanto eu também permitia que o personagem de cada um fosse feito de maneira levemente mais livre, apesar de seguir a risca alguns dos detalhes da criação de personagem (como a rolagem das habilidades).

Mas nos ultimos tempos resolvi mudar isso, ser o cara “bom”, permimi que os jogadores fizessem trocas, usar e mudar alguma coisa, e também um ou outro equipamento, de maneira mais “simples” e clara, justamente para ser o cara bom.

Permiti que jogadores alterassem qualquer habilidade e poder para experimentar cada um de seus detalhes, somente para ter a diversão de cada jogador. Assim fazendo a coisa mais “liberal“.

Não que isso seja uma coisa ruim, mas é que ser o cara bom parece que tirou o gosto de algumas coisas. Antes cada jogador esperava a sessão para tentar sobreviver e não para ver a aventura em si. Antes os jogadores queriam encarar os inimigos para saber de seus ataques e de como escapar deles, e não somente, vencer.

Então acho que ser o cara “mal” é trabalho do mestre, ou seja, o mestre deve jogar contra os jogadores, para a diversão. Não estou dizendo que o mestre deve fazer seus NPCs salvarem sempre o dia, mas estou dizendo que o mestre deve usar cada rolada que faz para os jogadores terem de suar a cada coisa que pensam em fazer. Novamente não estou dizendo que o mestre deve colocar dificuldades absurdas, ou fazer cada encontro ser fatal aos jogadores, mas somente bem dificil. Talvez seja essa a coisa que em algum momento os jogadores podem (mesmo que não percebam) de um mestre.

Então, sempre que um jogador pedir alguma coisa, tenha em mente que, a unica coisa que o jogador irá ganhar com isso é “algo que não pagou“, então faça o jogador pagar por aquilo, que seja em jogo ou não, e então explique toda a situação.

Afinal se um jogador pode trocar o poder diario (antes de fazer o retreino no inicio de um novo nível) porque eu também não posso. Se um Mago que escolheu sua magia diaria errada pode trocar é uma vantagem (e das grandes) para o jogador.

Então faça com que as coisas sejam dificies, siga as regras (não precisa ser a risca, mas elas estão ali para justamente isso), seja o cara mal quando perceber que tudo está caminhando certo, faça o caos acontecer, sempre tenha uma carta na manga… E boa diversão!

Em segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 ás 8:12 na categoria para o Mestre. Você pode acompanhar os comentários desta entrada através do RSS. Você pode comentar este post, ou um trackback de seu próprio site.

1 Resposta a “A Bondade/Maldade do Mestre”

  1. RodrigoNo Gravatar 12 de janeiro de 2009 ás 15:15

    conseguir isso de equilibrar em ser um mestre “mal” e um mestre “ruim” é dificil, tem que ter tato tanto com o sistema quanto com os jogadores

    ser um mestre “mal” para dar aos jogadores dificuldades que realmente tragam diversão por seu desafio é excelente, o melhor momento da mesa de jogo é quando os jogadores conseguem ultrapassar aquele desafio “fodastico” proposto pelo mestre com extrema dificuldade

    é otimo quando seu grupo de nivel 8 consegue vencer o inimigo terrivel que o mestre jogou no final da aventura depois de ter gastado todos os recursos em um epico combate

    é bom ser “mal” como mestre, contanto que este “mal” não tire a diversão dos jogadores

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