Sobre esta entrada:

Brincando com Puzzles

Olá

Estou aqui para brincar um pouco com a idéia de Puzzles, mas primeiro o que é um puzzle?

Puzzle eu não gosto de traduzir, seu sentido é muito mais forte no inglês que nos nosso idioma, ele representa um quebra-cabeça, uma charada, uma brincadeira, um jogo, puzzle é a forma de colocar a cabeça para funcionar, de fazer o cérebro fritar em meio a quantidade de informações.

Um puzzle interessante faz a atividade cerebral ficar muito alta, já relatado em muitos livros de psicologia, e a mesma retrata um puzzle como uma forma de subrepuljar limites da coerência.

Ou seja, um puzzle tem a função de usar uma linha de raciocínio não-lógico, e com isso nosso cérebro tenta interpretar as coisas.

Muitas vezes puzzles não são usados pela simples falta de tempo (ou falta de conhecimento dessas técnicas) do mestre.

Agora que sabemos o que são puzzles, irei tentar listar alguns tipos rápidos e básicos para serem usados em qualquer sessão rapidamente, e assim colocar aquela pimenta em cada encontro.

Brincando com Palavras

Esse é o mais rápido de todos. Ele consiste em uma charada (ou nem tão charada assim) e o personagem (jogadores) devem entender a não-lógica da coisa.

Então, vamos imaginar que os jogadores precisam de um artefato que está dentro de uma esfera de energia (e nada consegue abrir a esfera) e também não tem espaço para chave. E frente à esfera tem escrito numa placa de chumbo: “Seu as mãos asnu com os lhoos doschafe rapa garpe o Artefato“, se inverter a ordem das silabas temos: “Use as mãos nuas com os olhos fechados para pegar o artefato“.

Pode parecer uma coisa tão simples, mas isso me rendeu boas risadas e boas interpretações dos jogadores, até o primeiro resolver inverter as coisas.

Existe uma outra brincadeira de palavras que é o uso de um segundo sentido em cada palavra. Isso foi usado inclusive em Senhor dos Anéis nos portões de Moria: “Diga amigo e entre”, o segundo sentido fica na palavra Amigo que não é um complemento de Diga e sim a própria palavra chave.

Brincando com Números

Matemática é algo lindo, muitas vezes podemos facilmente nos confundir nessa área. Apenas tente imaginar uma equação e tente quebrar ela. Não consegue entender?

Vamos lá: X = Y, o que isso quer dizer? Que o valor X é igual ao valor Y. Simples, vamos colocar isso em números, 9 = 9, perceberam? 9 é igual a 9, Simples.

Agora vamos quebrar isso, 9 = 6 + 2 + 1, Perceberam? 9 é igual a 6 mais 2 mais 1. Então com a matemática pronta vamos à charada: “Então Sehanine falou aos seus três servos, entreguem me um de um, o segundo o dobro e o ultimo o restante do dobro de vocês

Explicando, “Então Sehanine falou aos seus três servos“, somente falando que existem três pessoas. “entreguem me um de um“, o primeiro deve dar uma moeda “o segundo o dobro“, aqui o segundo servo deve entregar o dobro do primeiro, “e o ultimo o restante do dobro de vocês” ou seja servo deve entregar o dobro do valor dos dois primeiros ((2 +1) x 2 = 6). Ou seja chegamos ao valor 9, que é o ponto final da charada.

Isso pode ser usado em qualquer lugar, desde uma passagem que deve ser paga com moedas de ouro num valor exato.

Espero que as dicas tenham sido úteis.

Cya

Em quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 ás 12:00 na categoria Interpretação, para o Mestre. Você pode acompanhar os comentários desta entrada através do RSS. Você pode comentar este post, ou um trackback de seu próprio site.

3 Respostas a “Brincando com Puzzles”

  1. WoodstockNo Gravatar 22 de janeiro de 2009 ás 12:27

    Eu curto muito inserir puzzles nas aventuras. O mais complicado foi encontrar um que não fosse muito lógico ou muito matemático, pois envolvia uma barreira para Xoriat, o plano da loucura em Eberron (algo como o Far Realm atual).

    Na aventura White Plume Mountain, um clássico de D&D, temos uma esfinge com alguns puzzles que salvam a vida dos aventureiros logo que eles começam a aventura. É bem legal mesmo!

  2. Elda KingNo Gravatar 22 de janeiro de 2009 ás 14:29

    Puzzles são muito interessantes, mas são absurdamente difíceis de usar. Não porque sejam difíceis de criar – pode ser mais fácil criar um puzzle que um combate interessante – mas sim porque é difícil prever a forma com a qual os jogadores vão lidar com ele. Uma adivinha relativamente simples, que nem tinha intenção de ser um obstáculo, pode parar os jogadores por um longo tempo até que eles realizem (o anglicismo aqui é mais adequado que “percebam”) a solução. Ou pode ser resolvido em instantes por uma coincidência trivial…

    De qualquer forma, eu recomendo o Book of Challenges, que embora seja da 3.0 tem vários puzzles interessantes e outros tipos de desafios “diferentes”, fáceis de aplicar em qualquer sistema (e alguns desafios lembram muito a nova forma de criar encontros na 4E).

  3. Marcelo DiorNo Gravatar 23 de janeiro de 2009 ás 12:27

    Eu gosto muito de fazer uma aventura inteira em torno de um puzzle, e para isso o tipo ideal de quebra-cabeça é o “clue”. Não, não é o videogame nem o filme. É um super-puzzle, em que o “narrador” dá uma cena bizarra para os ouvintes, e cada um pode fazer uma pergunta, em ordem, e o narrador só pode responder “sim”, “não” ou “irrelevante”. Por exemplo, os jogadores encontram um anão, morto num beco. Ao seu lado, uma bengala e serragem. E por aí vai.

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