Sobre esta entrada:

Pecados de um mestre

Olá,

Os que estão com a camiseta foram os organizadores. Eu sou o cabeludo gordinho. O véxo é o cabeludo alto!

Vou contar a minhas duas experiências em uma mesa de RPG durante o Game Day. Assim como isso aconteceu, e como não aconteceu.

A primeira coisa que tenho que dizer é que como a mesa de RPG de um Game Day você encontra qualquer tipo de pessoa assim como qualquer tipo de idade e é tudo muito aleatório.

Minha primeira mesa foi em certa parte um Total Parry Kill, pois com as novas regras de D&D eram tão diferentes do que estava acustumado, que em certo ponto eu ousei usar pouco de poder, para não deixar a coisa tão forte.

Para melhorar a situação, o grupo era feito por jogadores de RPG novatos. Não que isso seja uma coisa ruim, mas as más influencias de Anime/Mangá eram evidentes, assim como as tendências de fazer coisas para “criar zona” era terrível.

Atitudes de quem quer avacalhar com o jogo dos outros.

Eu não gosto desse tipo de atitude, mas levei numa boa a situação. E em primeiro combate a coisa foi tão desleal, um grupo de 5 aventureiros (equilibrados) contra um Espectro. Em minha descrição deixei claro com essas palavras: O fantasma não está atacando, está apenas observando.

A reação de dois jogadores que queriam fazer baderna foi: “Eu ataco!“.

Isso levou o primeiro combate desleal, uma criatura forte de nível alto, contra jogadores iniciantes que estavam se acustumando as regras do jogo. Isso foi terrivel, tive que ajudar os jogadores lembrando de seus ataques e de seus efeitos.

Tão logo a coisa foi que jogadores cairma em armadilhas e tiveram problemas piores, assim como o Clérigo que não tinha alcance para suas magias de cura. E isso acabou por resultar num TPK (Total Parry Kill).

Entreguei um dado de vinte faces para cada jogador, e um a ficha de cada personagem.

Agora entra em ação a segunda rodada da Mesa de RPG, nessa mesa dois jogadores novatos (eu suponho), dois jogadores que já tinham tido alguma experiência, e por final um jogador experiênte.

A interpretação do jogador experiente foi tão viva, tão prazerosa para o jogador experiente que os novatos levaram a inspiração para seus personagens. Os jogadores com média experiência também se inspiraram e tiveram um excelente jogo.

Digno de Criticos vindo em boas horas, clérigos no meio de chamas gritando por Pelor, arqueiros fazendo furtividade, e iniciantes com magos fazendo o melhor papel de “dedução“. A coisa foi tão brilhante que os jogadores ganharam suas fichas, e os Dados, e eu com orgulho apertei a mão de cada um.

Ao analisar a situação, cheguei as seguintes conclusões:

  • Jogadores que querem fazer sacanagem, irã fazer, cedo ou tarde.
  • É necessário uma interpretação boa para o grupo inteiro entrar no ritimo.
  • Cedo ou tarde teremos problemas com “custumes” de jogadores.

Eu desde que o jogo do Game Day encerrou eu me considerei um péssimo mestre por ter deixado um jogador que foi zonear causar problemas para um grupo inteiro.

E quanto a vocês leitores, o que acham?

Cya

Em quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 ás 7:00 na categoria para o Mestre. Você pode acompanhar os comentários desta entrada através do RSS. Você pode comentar este post, ou um trackback de seu próprio site.

6 Respostas a “Pecados de um mestre”

  1. HeitorNo Gravatar 11 de fevereiro de 2009 ás 9:50

    Com certeza os jogadores do primeiro grupo eram trolls (http://valberto.wordpress.com/2009/01/30/do-not-fed-the-trolls-nao-alimente-os-trolls/) de MMO.

  2. Elda KingNo Gravatar 11 de fevereiro de 2009 ás 11:15

    Uma coisa é mestrar para um grupo disposto a jogar. Outra coisa é mestrar para um grupo avacalhado, o que é uma experiência bem chata (para o mestre, pelo menos). Para grupos regulares, dá para o mestre fazer alguma coisa a respeito, mas em Game Days quando você não conhece o grupo e não vai ter outra oportunidade, não tem jeito.
    Acho que o problema, contudo, não foi os jogadores serem novatos. Um grupo de novatos curiosos, interessados, empolgados com a experiência pode ser bem compensador. Agora, imagine se o veterano do outro grupo fosse um munchkin?

  3. MandNo Gravatar 11 de fevereiro de 2009 ás 12:05

    cairma = cairam
    irã = irão

    Desculpa por corrigir você >.<

    Enfim, eu estava lá e vi tudo isso acontecer. O primeiro grupo caiu por causas que queriam apenas avacalhar, eles nem se quer sabiam o que estavam fazendo lá, tudo era motivo de zoniação.

    Eu nunca vou esquecer aquele Game Day, jogando na sua mesa com o segundo grupo, com o meu anão e seu machado indo ajudar o clérigo envolto nas chamas de Pelor xD
    Aquilo sim foi MUITO bom, nem tanto pela interpretação, mas porque TODOS os jogadores estavam respeitando o mestre e as regras, e estavam dispostos a jogar, não zoniar.

    Essa é a minha opinião a respeito ^^

    PS: Amor, você ta lindinho nessa foto ^~ ♥

  4. ShinNo Gravatar 11 de fevereiro de 2009 ás 14:09

    De fato, eu ainda acho que em partes a culpa foi minha por não ter imposto limites, ou mesmo ter explorado melhor a situação. Eu pessoalmente acredito que todos os grupos TEM salvação. Seja lá como for.

    Eu já testemunhei grupos que todos os jogadores gostavam de fazer “Devoradores de Mentes / Lich / Meio-Abissal / Mago 13 / Archmago 10″, junto com um “Minotauro / Barbaro 3 / Barbaro Frenetico 10″ e se divertiam bastante.

    Ou seja, talvez o “foco” que eu usei fosse o errado… Ou tavez não. De qualquer maneira foi evidente que a “cultura pop” de Anime e Mangá era forte, e isso atrapalhou para se ter um bom jogo de RPG.

    No mais Abraços a Todos!

  5. Jean da SilvaNo Gravatar 12 de fevereiro de 2009 ás 12:43

    já aconteceu algumas vezes comigo, realmente é difícil de controlar esses jogadores que só querem zona. Uma coisa que uso algumas vezes nisso (quando não dá TPK, claro) é reduzir a experiência do cara que só quer zona e explicar por causa do comportamento, principalmente se ele não estiver agindo em equipe e se está tirando a diversão de todos. Pode ter certeza que mexendo no dindin do personagem ou no xp, o alvo terá duas opções: ou larga do jogo, ou joga mai sério. Se ele largar, é pq não adiantava nada mesmo…

  6. DeainNo Gravatar 14 de fevereiro de 2009 ás 13:49

    Desculpa Shin, mas não acho que a cultura Anime e mangá forte seja o motivo de ter atrapalhado o jogo. Eu e muitos dos meus jogadores temos fortes influências dessa cultura e nem por isso as sessões acabam avacalhadas (tá bom que temos influência de Tolkien, D&D 3.5, romances de dragonlance, e não somos da geração MMORPG, mas fomos “criados” em Tormenta e 3D&T, e com orgulho). Pelo contrário, acho que a 4ª edição favorece e muito essa cultura, já que tanto os jogadores quanto os mestres possuem maiores possibilidades e poderes para brincar e causar impacto (esse foi um dos motivos de eu ter mudado para 4ª edição), além disso na maioria dos animes e mangá há bons momentos dramáticos e batalhas que usam de inteligência e tática.

    Além do “choque-cultural”, concordo que você simplismente não soube lidar com a situação e impor limites apropriados, e ter controlado o maldito jogador zoneador (matando-o logo ou mostrando ao grupo o quanto ele os prejudicava). Esse é o tipo de coisa que aocntece quando agente mestra em eventos, mas por um lado essa tb é a graça, poder ter experiências e lidar com grupos e pessoas diversas. Bem-sucedida ou não a aventura sempre rende XP como mestre, vivendo, quebrando a cara e aprendendo, né?

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