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O meu gostinho Old School

Esta semana resolvi dar uma lida nos meus antigos livros, então cheguei nos velhos (quase mortos) livros de AD&D (obrigado por me emprestarem), lendo o livro reparei que muita coisa está completamente diferente. O que me fez pensar algumas coisas.

Nas mais antigas edições, querendo ou não era algo: “Morre ou Morre“, digo isso por vários motivos, magias que matavam sem teste algum, Magic-User que tinham poder supremo, e assim vai, mas então porque eu gostei tanto assim?

Acho que meu lado old school está me chamando para algum ponto, e então continuei a ler os livros, tentando saciar essa fera devoradora que sentia dentro de mim.

A medida que lia os livros me surpreendia com a riqueza da descrição, por vezes não precisava de monstros completamente funcionais, bastava apenas a descrição para me fazer sentir o gostinho que tanto senti.

Essa riqueza de tantos detalhes me fez pensar em alguns fatores que eu até então não conseguia ver, e foi então que a besta mostrou suas garras e veio o seguinte pensamento: “Diante dessas possibilidades, ficamos presos as descritivas, temos tanto conteúdo que um mestre que deseje fazer algo diferente terá que quebrar regras douradas para poder então colocar seu conceito e seu ideal”.

Então reparei que mais das metades das sessões que tive em AD&D era feita à base de house-rules, jogávamos com personagens que o livro não permitia, tínhamos magias adicionais por meio de regras diferentes.

Não estou falando que isso é uma coisa ruim, pois isso deixava o jogo mais com a cara de cada grupo (estou levando os poucos grupos de AD&D que joguei como exemplo), isso era o tal gostinho old school que estava me perseguindo.

Logo me recordei de posts em alguns fóruns, falando a respeito da nova tendência de modificar sistemas graças a OGL, seria então a OGL a forma com regras de fazer house-rules se tornarem mais populares?

Bem, deixo aqui meu depoimento a respeito, lembro também que isso tudo é apenas um ponto de vista, existem outros lados desse mesmo dado.

Cya

Em segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 ás 7:00 na categoria Opiniões & Reflexões. Você pode acompanhar os comentários desta entrada através do RSS. Você pode comentar este post, ou um trackback de seu próprio site.

2 Respostas a “O meu gostinho Old School”

  1. NibelungNo Gravatar 23 de fevereiro de 2009 ás 16:37

    Meu ponto de vista é que textos descritivos são independentes de edições. Se você leu o I, Tyrant do AD&D, e quiser usar a descrição daqueles beholders na 4ª edição, você pode. Porém as regras não são, e isso se torna um problema quando a descrição é montada em cima das regras, como a Trama de Mystra, de FR.

    Então meus livros 3.x Book of Challenges, Races of (…), Dungeonscape, Frostburn, Stronghold Builder’s Guidebook, e todos os outros que possuem boas descrições podem ser aproveitados na 4e. Mas mesmos livros focados em regras podem ser úteis, como por exemplo o Magic Item Compendium, que fornece idéias e nomes interessantes pra itens mágicos únicos pra sua campanha.

  2. Daniel AnandNo Gravatar 26 de fevereiro de 2009 ás 8:40

    Concordo Nibelung. Aliás, o Book of Challenges é um livro que tem um conceito que seria lindo de ver na 4a (ou qualquer outra) edição.

    Dos velhos tempos, sinto falta de ter mais tempo para jogar. Mas prefiro sistemas mais modernos, qualquer um que seja, D&D, GURPS ou WoD.

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