Bem,
Quem leu o livro do mestre da nova edição chegou a conclusão de: “Diga sim a tudo o que os jogadores quiserem, e logo em seguida use a palavra então“, isso é simples, pois uma analise rápida e básica nos permite perceber o seguinte:
- Sempre que se diz não a uma situação, negamos uma possível nova quest, negar um item a um jogador é negar um possível desafio de perícias, negar o personagem de roubar uma loja é impedir uma fuga épica de uma masmorra na prisão da cidade, ou seja Negar é errado.
Entretanto nesse final de semana, enquanto jogava um bom RPG, passou pela minha cabeça que nem sempre é possível dizer sim. Vou usar como exemplo a aventura que estava jogando.
Enquanto vasculhávamos uma masmorra em busca de uma princesa que foi supostamente raptada encontramos uma espada mágica muito poderosa, nosso primeiro Artefato (e se bem conheço a mestra provavelmente o único! Rs), para qualquer personagem não Divino que carregasse a arma, ela pesaria toneladas, seria impossível de se empunhar.
Certo jogador resolveu pegar a espada, e como previsto, o jogador de classe marcial, acabou não conseguindo empunhar a espada, entretanto nós (jogadores) não sabíamos desse detalhe sobre o requisito divino para empunhar a espada, e ficamos achando que a coisa não era para nós.
Como a espada tem vontade própria, um fator interessante para ser usado é a própria espada dizer ao jogador que ele não é puro / digno para empunhá-la, e isso já seria o suficiente para resolver.
Okey, alguns podem dizer que isso é um caso isolado, mas e eu digo que não, é muito comum: certa vez (a mais tempo em outra mesa com outros jogadores) eu estava batalhando contra um inimigo e resolvi usar algumas magias para tentar destruí-lo, e o mestre simplesmente negou o meu uso de magia, e disse que eu não poderia conjurar nenhum tipo de magia.
Nessa ocasião fiquei muito chateado e no meu canto fiquei até o final do combate (afinal um mago sem poder usar nenhuma de suas magias é um pouco inútil na edição anterior), quando conversei com o mestre, ele me falou que estava numa área de magia morta, e que um teste de Conhecimento Local, resolveria isso.
Novamente, isso poderia ter sido feito de outra maneira a não frustrar os jogadores, como por exemplo, dizer que a magia não foi conjurada por completo, e que um fator exterior impediu a magia de ser usada, e assim dar alguma dica que pode ter alguma coisa interferindo, e não somente: “Sua magia não funciona“.
Eu mesmo tenho problemas e sempre tento tomar o Maximo de cuidado, e sei que muitas vezes eu mesmo peco nesse aspecto.
Fica aqui então minha dica!
Cya

O caso é que há uma diferença entre “dizer não” e “colocar um obstáculo”. Ambos os casos que você relatou caem na segunda alternativa, só que por falha na descrição do DM, ficou parecendo ser a primeira.
Dizer não é o jogador querer passar furtivamente por dois guardas e dar um backstab antes que eles possam saber o que aconteceu, e o mestre simplesmente fala “você não pode tentar” ou o mestre diz “ok, você passa, mas seu ataque só causa x de dano, o cara está sangrando, e ele toca o alarme”. Estes exemplos mostram que, embora o cara fez tudo que ele queria, o mestre “falou não” pro objetivo que ele queria alcançar. No caso, o skill challenge que o personagem passou pra chegar poderia valer o mesmo que enfrentar os dois guardas em combate.
Acho que dependendo da situação, às vezes o “não” é necessário tbm. Nesses casos que citou, acho q umas poucas modificações resolveriam o problema (como, por exemplo, o fato de somente um PJ divino sentir a presença dos deuses no artefato, com uma luz ou um símbolo na espada que só ele percebia) ou uma descrição melhor do que o simplesmente dizer que você não poderia conjurar nenhuma magia (“Subitamente, a energia mística que canalizou desaparece misteriosamente, como se sugada por uma força invisível).
Agora, falando sobre o “não” propriamente dito, eu só impeço os jogadores de fazerem algo quando isso acrescenta algo pra aventura. O exemplo clássico: o vilão começa a fazer seu discurso maquiavélico e algum PJ apressado já quer logo mandar uma flecha na fuça dele. Nessas horas, eu normalmente mando o cidadão sossegar um pouco, que logo ele vai ter a oportunidade de usar seus poderes. =P
Na ultima sessão da minha mesa tivemos um problema em que o personagem queria pular uma janela durante uma corrida sem precisar realizar qualquer teste porque o personagem dele, um druida, estava na forma de um leopardo. Apesar do grupo relutar em aceitar eu o obriguei a realizar o teste de Atletismo (erroneamente, pois deveria ter pedido acrobacia. Embora ele tivesse o mesmo modificador em ambos). Este é um caso onde eu fiz o que o livro me pedia, diga sim, mas em seguida envie o então. Mas o grupo levou como se estivesse dizendo não pois não deixei ele receber vantagem por estar na forma de um leopardo.