Tenho visto muitos jogadores questionando a mecânica da forma selvagem do Druida nesta nova versão do D&D. Afinal, por que na forma selvagem o personagem não recebe bônus em perícias ou afins? Por que o druida não pode assumir a forma de um falcão e voar, ou a forma de um tubarão para respirar sob a água?
Bem, em primeiro lugar, segundo a regra o personagem deve assumir a forma de um animal mediano, que lembre uma criatura comum ou feérica, preferêncialmente um mamífero. Ainda assim o personagem pode escolher algo completamente diverso, mas a criatura terá as mesmas características que o personagem possua
Ou seja, caso o personagem queira ter como forma animal uma pantera, que fique na espreita e salte sobre seus oponentes, sugiro que invista em perícias como Furtividade e Atletismo para garantir essas ações; afinal os próprios animais passam a vida treinando estes aspectos.
Não basta mudar de forma e esperar que o personagem vá sair por aí saltando sobre as árvore e caçando silenciosamente seus inimigos. Para falar a verdade, nem mesmo os animais caçadores avançam sobre criaturas visivelmente mais fortes que eles.
Isto nos dá a deixa para outro fator importante, poderes! Se o personagem tem a forma de uma pantera, o jogador deveria escolher os poderes que tenham garras (e talvez mordidas) como descrição e, caso seja um touro ou um górgona, converse com o mestre a respeito das opções, mude a descrição do poder Savage Rend para usar chifres ao invés de mordida. É importante que os poderes se encaixem na forma selvagem do personagem.
Vale lembrar que o druida não nasceu com a forma selvagem que adotou. Então, como um pássaro recém-saído do ovo, um personagem druida de 1° nível pode ter aparência de um animal adulto, mas ainda precisa aprender a usar corretamente suas capacidades.
Em nossa aventura passada, a personagem druida do grupo resolveu avançar furtivamente até o acampamento inimigo, fazendo se passar por um animal comum; ainda assim eu exigi dela uma jogada de Blefe para representar o papel a contento. Claro que eu cedi um bônus pela idéia inusitada, mas afinal, por que simplesmente mudar de forma deve ser suficiente para enganar um ser humano. Eu mesmo desconfio até dos cachorros que encontro na rua!
Para finalizar, uma dica aos jogadores que gostam do druida: invistam em características (perícias, talentos e poderes) que deixem seus personagens únicos, mas que façam sentido com a forma selvagem adotada.

Não concordo! Acho que se eu, de repente, virasse uma pantera, conseguiria subir em uma árvore muito mais facilmente do que faço em minha forma humana ou na forma de um lobo.
A abilidade de subir em ávore da pantera não é só uma questão de treino, é também um consequência de sua anatomia.
Gustavo, concordo com você de que a pantera tem uma anatomia especializada.
Mas se eu pudesse mudar de forma, teria que me adaptar a ela; eu não saberia me mover bem com uma cauda, nem usar as garras que nunca tive antes.
Assim como uma pessoa precisa se adaptar ao implante de um órgão ou membro.
Acho que existem muitos fatores atrelados a mudanças que a gente não percebe de início. Ao invés de impor penalidades e bônus, não podemos simplesmente usar as regras do jogo?
Apenas completando o grande Véxo,
Li recentemente uma matéria muito interessante a respeito de “membros mecânicos”, eles já existem e são funcionais, e nem mesmo precisam de cirurgia, apenas uma bem simples para fazer a parte que irá conduzir a informação ao membro.
A parte interessante é que as pessoas que usam membros mecanicos falam que é como se estivessem usando um “terceiro” braço, e tiveram que aprender a usa-lo de forma unica.
Ou seja, tiveram que “aprender” a fazer isso em uma forma nova.
Eu pessoalmenge gostei, ficou simples e pratico. Acredito que um ou outro talento possa resolver os “Bônus em Perícias”.
Abraços.
Eu também gostei da simplicidade da forma animal do druida. Permite que você customize sua forma à vontade sem ter que fazer uma ficha nova e completamente diferente, sem depender dos dados de vida da forma (no D&D3.5, tenta virar um lobo no nível 1), fica mais fácil de evoluir…
Claro que a forma animal é melhor para realizar certas tarefas; certamente um macaco tem mais facilidade para se balançar na árvore pelo rabo que um tiefling. Uma pantera tem a anatomia mais adequada para subir em árvores. Um ser humano tem uma anatomia mais adequada para segurar uma espada. Mesmo que nenhum deles saiba fazer isso, ao mudar de forma será mais fácil fazer isso que na forma original, mesmo que eles ainda tenham que aprender como fazer.
E é aí que entra o mestre, e o bônus circunstancial de +2 quando julgar adequado. Precisa ter uma tabela de páginas e páginas com cada característica anatômica de cada animal que pode ajudá-lo em cada situação específica?
Isso eu considero um vício da 3.5, quando o druida podia fazer de tudo quando quisesse. Na 4e a forma selvagem é simplesmente uma forma prática de mostrar que o druida mudou de controlador pra um agressor. A maioria dos poderes de beast form são focados em dano puro e movimentação, papel dos agressores. Dessa forma, o druida é um perosnagem bem versátil, que consegue mudar sua situação na batalha conforme a necessidade.
[...] Um guia para a 4ª edição do Dungeons & Dragons « Forma Selvagem do Druida [...]
Interessante mesmo. Vale também lembrar que os druidas tem alguns poderes utilitários e Paragon Paths que representam formas alternativas, como um poder de nível 6 que permite ao personagem assumir a forma de um corvo para voar. O problema é que pela mecânica do jogo, isso não dura mais de 5 minutos, mas eu corrigi isso na minha mesa com uma house rule que fora de combate, o jogador pode sustentar esse tipo de poder.
Hmm… Eu ainda não peguei os livros traduzidos da Devir, tenho os pdf em inglês. Eu li e reli esse poder da Forma Selvagem do druida. Fora a preferência do mamífero, eu não interpretei nenhuma restrição quanto a se tornar um pássaro e voar, por exemplo. Ao meu ver, o druida já convive com a vida selvagem para poder aprender a se adaptar à algumas formas.
Eu fico confuso apenas com a parte de se tranformar em algumas formas feéricas. Para mim, um druida lvl 1 não poderia fazer isso, já que ele não tem tanta experiência ou vivência como um druida lvl 5. Bom, mas essa é minha opinião.
Se não for pedir muito, gostaria de um esclarecimento maior sobre esse poder por parte dos membros do blog.
Obrigado!