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Ainda sobre o Monge

Obviamente a classe do Monge está gerando muita discussão na web, pois o conceito da classe parece ter mudado tanto – de artista marcial a psíquico. Eu mesmo estive conversando com alguns amigos sobre isto e chegamos a algumas conclusões interessantes:

1. Função

Muitos imaginaram que o Monge viesse a ser um Controlador, ou mesmo um Defensor; mas a função de Agressor se encaixa bem no conceito do personagem: ele é ágil o suficiente para evitar o combate direto e possui uma forma de ampliar o dano de seus ataques (neste caso a Rajada de Golpes). Com os poderes e talentos adequados o Monge pode tender ao Controlador como função secundária.

2. Fonte de Poder

Já a fonte de poder foi o que gerou as maiores discussões, pois muitos esperavam um personagem com a fonte de poder Ki, outros o aceitariam mesmo como Marcial, mas Psiônico? Aqui entro em uma questão interessante: afinal, o que é um Monge?

Pela definição geral: “Monge (feminino: monja) é uma pessoa devotada à vida monástica e clausural“. Não temos nada sobre artistas marciais aí, na verdade parecem muito mais religiosos. Isso porque o nome monge envolve tanto os devotos enclausurados ocidentais cristão quanto orientais budistas e toda uma gama de outras religiões e filosofias.

Nos acostumamos a pensar no Monge como o artista marcial do oriente, enclausurado no alto da montanha, mas este conceito deve mudar agora. Não aprovei muito o Monge como personagem psiônico mas talvez o monge oriental  volte a aparecer com outro nome (talvez Sohei, que significa “monge guerreiro”).

3. Características da Classe

A Rajada de Golpes tornou-se a principal característica do monge como agressor, assim como o ataque furtivo é para os ladinos e a presa do caçador para o patrulheiro. Ela amplia o dano em um oponente adjacente e o afasta e nos estágios mais avançados atinge vários oponentes.

O Monge é ainda um perito em combate desarmado, e recebe a capacidade de usar seus punhos (cotovelos e pés) como armas, causando 1d8 de dano. Ele também recebe bônus na CA desde que não porte armadura. O Monge recebe ainda treinamento com armas especiais (bastão, clava, shuriken, etc) que podem também ser usadas como instrumentos (implements em inglês) para seus poderes.

Este é um fator que me deixou bastante confuso. Afinal se é para ter uma regra que permite usar alguns poderes com bônus de proficiência da arma e outros não, a arma como instrumento só confunde. Espero que antes do lançamento efetivo do livro eles revisem o texto desta característica.

4. Poderes

Esta é a parte que mais me agradou: os poderes do Monge são fenomenais. Vários ataques são contra Reflexos e Fortitude e provocam condições especiais, como derrubar e empurrar. Isso torna o Monge versátil também como controlador.

Vários poderes possuem ainda uma ação de movimento associada: existem poderes que permitem ao jogador ajustar-se em meio aos oponentes, mover-se por sobre terreno difícil ou até saltar para uma posição privilegiada. Estes poderes são para mim a essência da classe, fazendo do Monge mais que um mero agressor, mas um personagem capaz de feitos surpreendentes.

Conclusão

A classe do Monge mantém muito em comum com a sua versão da versão anterior: golpes ágeis, vários ataques por rodada, movimentação fantástica. A fonte de poder Psiônica desagradou muita gente, mas acredito que isso não seja um fator decisivo pois, a não ser por esta palavra nas linhas iniciais, não há poderes mentais associados.

Pretendo fazer um playtest assim que possível e expressar mais opiniões aqui.

Em segunda-feira, 18 de maio de 2009 ás 11:28 na categoria Classes. Você pode acompanhar os comentários desta entrada através do RSS. Você pode comentar este post, ou um trackback de seu próprio site.

7 Respostas a “Ainda sobre o Monge”

  1. Jean SilvaNo Gravatar 18 de maio de 2009 ás 22:26

    eu curti bastante a classe e até achei a idéia do psionico viável, pois realmente, eu não enxergo um monge como um lutador de kung-fu. Isso dá uma explicação mais mágica para o cenário até, já que qualquer ser pode manifestar o psiquismo no D&D (tem uma parte no playtest que dá para entender isso). O bom é q até combina com a raça (que não colocaram no playtest, talvez para não extragar a surpresa se aparecer no PHB3) Githzerai, q não consigo enxergar com outra classe sem ser um monge que usa poderes psiônicos.

    Agora só me pergunto qual vai ser a explicação da fonte ki?

  2. RodrigoNo Gravatar 19 de maio de 2009 ás 10:47

    eu adorei a escolha do psionico para o monge, combina com a maneira como os psionicos estão presentes no D&D (é só ir ver na edição anterior como eles casam bem) e com o proprio conceito do monje de buscar uma iluminação interior

    até onde sei não vai mais ter fonte de poder ki, pois ele foi entendida como “inalcansavel”

    por que isso?

    Porque todas as classes que em principio iriam para a fonte de poder ki vinham com duas caracteristicas particulares:

    1- serem todas orientais, e seria força a barra criar uma fonte de poder só para as classes orientais (no exemplo que deram, seria como colocar todas as classes ocidentais em uma unica fonte de poder), nesse ponto até entendo, nos forum lá fora tinha muita discussão sobre isso (eu já vi inclusive que se tivesse algo assim seria considerado preconceito)

    2- as classes e hailidades da fonte de poder ki no fundo seria repetições de outras fontes de poder, como Elemental e Marcial (o que eu também pude perceber dava muita discussão nos foruns)

    eu até concordo

  3. NibelungNo Gravatar 19 de maio de 2009 ás 11:53

    Sobre o último parágrafo do ponto 3, o Swordmage funciona da mesma forma, e ninguém achou excessivamente complicado.

  4. Elda KingNo Gravatar 19 de maio de 2009 ás 18:53

    “Nos acostumamos a pensar no Monge como o artista marcial do oriente, enclausurado no alto da montanha”
    Eu não. Eu sempre achei que o monge deveria ser uma classe similar ao clérigo, ou mesmo uma simples denominação para religiosos normais – a razão pela qual eu nunca gostei do monge era o fato de ele ser o artista marcial do oriente, atirado no meio de um cenário completamente ocidental.

    Agora, eu realmente gostei dos poderes do monge (mesmo que ainda não tenha opinião formada sobre a classe), mas já no swordmage eu achava a bagunça de arma/implemento um ponto a ser melhorado.

  5. Youkai XNo Gravatar 20 de maio de 2009 ás 8:10

    Eu ainda tive a impressão do monge parecer mais um controller ou alguém que se movimenta demais ao invés de causar mais dano, mas tudo bemXD

    E dificilmente vai haveruma fonte Ki, pois a Wizards reconheceu que seria impossível abranger as classes “orientais” numa única fonte de forma coerente, e daí incluiriam samurais, ninjas, wu jens, monges, etc. Pelo que eu soube, vão colocar na dragon um artigo na Dragon sobre Samurais da mesma forma que o de gladiadores (então um guerreiro, warlord, ranger e até ladinos poderiam ser samurais).

    E no Players Handbook 3 nem vai vir uma fonte shadow ou elemental. De fonte nova só a psiônica.

  6. Tomo 4ᵉ » Blog Archive » Psion 11 de julho de 2009 ás 8:19

    [...] sabido que o Players Handbook 3 trará uma nova fonte de poder: Psiônica, do qual farão parte o Monge, e também o Psion. Nesta quarta-feira uma atualização para o Character Builder trouxe a nós do [...]

  7. wellingtonNo Gravatar 22 de julho de 2010 ás 21:04

    alguen ai sabe quando vai sai o livro traduzido.

    ?

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