Bem,
Quando nós (mestres/narradores) dedicamos nosso tempo planejando a aventura, seus encontros e toda sua gama de desafios, acabamos por encontrar certos problemas que às vezes podem ser muito mais significante para um ou outro jogador em específico.
O que quero dizer com isso? Monstros são um encontro clássico e geralmente usados de maneira correta são um momento de muita emoção e pode tornar o jogo muito divertido, mas o que fazer quando isso não for bastante? Temos outras escolhas que podem ser tão divertidas quanto: como o desafio de perícias, que é uma ferramenta muito útil ao grupo. Mas não é esse o ponto da discussão, e o problema é: “O que fazer quando dentro das regras não há mais diversão?”
Bem, nesse momento é que se deve saber o que os jogadores desejam. Na mesa que narro, encontro algumas polaridades incríveis: de um lado da mesa jogadores querendo “Solar” (destruir um monstro solo, gíria deles mesmo) Orcus, isso mesmo, jogadores desde seu primeiro nível com o objetivo de destruir Orcus. Conclusão: como mestre sempre deixo uma ou outra pista da criatura, mas de forma sutil nos primeiros níveis.
Do outro lado temos jogadores que querem uma excelente conversa com o taverneiro ou com o personagem do mestre encontrados no caminho, fazendo disto um momento único de interpretação.
Então como manter os dois em equilíbrio? Afinal matar monstros (somente pelo desejo de matar) não é muito interessante, mas quando unido a um objetivo, a coisa muda de figura. Mas os encontros podem ser mais que isso!
Enigmas (Puzzles) podem dar um sabor muito mais interessante a uma aventura e sem alterar muito a mecânica de qualquer jogo. Vamos apenas supor que temos um encontro onde os jogadores estão no “Salão de Sangue” e desejam enfrentar um “Senhor das Trevas”, como colocar aí um Puzzle?
Simples, adicione Lacaios, e faça com que eles sejam a chave para o enigma; ao morrer, cada lacaio deixa uma quantidade de sangue no chão que fortalece ou enfraquece o “Senhor das Trevas”. Quer elaborar um pouco mais? Faça que cada monstro que os jogadores tenham matado dentro do “Templo do Sangue” retorne pedindo uma revanche, e os jogadores devem fazer o máximo possível para enfrentar todos eles!
Então, sempre que adicionar um encontro, faça ser mais que “Encontro Aleatório”. Faça com que o encontro seja uma oportunidade de estudo do campo de batalha e das ações dos inimigos, explore esse lado, adicione conversas sobre o que os jogadores buscam, adicione detalhes.
Espero que tenham gostado.
Cya

Esse solar Orcus foi pra mim; acho divertido quando há encontros que não são batalhas, isso me lembra quando eu e o meu grupo conseguimos passar por aquelas hienas mutantes (Gnol?)-não me recordo o nome- somente com as nossas habilidades, logo não entramos em combate e passamos ilesos.