Bem,
Nesse final de semana ocorreu o terceiro Game Day do ano, marcando a chegada do Dungeon Master Guide II (em inglês) e o Guia do Mestre (em português), e sua celebração é sempre com uma boa dose de roleplay e muitos monstros!
Mas, esse Game Day foi um pouco diferente para mim, irei aqui colocar minha experiência, como sempre faço, a respeito do dia, com uma visão geral de como foi minha mesa.
Um dos grandes motivos pelo qual eu gosto de estar em meio a eventos, é a quantidade de pessoas que tenho para conhecer, conversar e estar presente, narrar uma aventura é somente parte da brincadeira, mas quanto os jogadores não conhecem ou mesmo gosta do RPG, o que fazer?
Foi isso que aconteceu, sentei em minha mesa, os jogadores sentaram ao redor, e a primeira coisa que se deve perguntar é: “Você já jogou RPG antes?”, diante dessa pergunta, todos responderam, “Não”, e eu pensei “Ótimos, mais novatos!!!”.
Eu particularmente gosto de estar entre os jogadores novatos, pois geralmente dão boas idéias, gostam de interpretar e principalmente, não tem vícios de interpretação, coisa que muito acontece com os veteranos.
Entretanto, à medida que ia explicando o que é um jogo de interpretação um dos rapazes já me responde com um tom não muito animador: “Eu não gosto de jogos, não gosto desse tipo de coisa…”

Nesse momento eu já percebi que seria um dia difícil, mas mesmo assim; não me deixo por abalar e continuo a explicação e então começo a narrativa. Os jogadores começaram então a brincadeira.
Dois deles realmente estavam interessados na brincadeira, e continuaram a jogar de maneira interessante, mas como é dito, três deles começaram a fazer o contrario e então, a coisa desandou.
Deixei-os livres, usei somente as regras base (“Role 1d20 e adicione qualquer coisa…”) e mantive o jogo de maneira a evitar regras densas, apenas para incentivar o jogo, guardando o resto das regras para quando a coisa fosse mais séria.
E novamente bombardeado por comentários como “Que jogo chato!”, entretanto o comentário é da mesma pessoa que “não gosta desse tipo de jogo”.
O que me leva ao seguinte dilema, realmente RPG é um jogo de nicho? Somente algumas pessoas podem jogar? Ele é um jogo para “elite”? (Quando me refiro a elite, uso a conotação de que é um jogo voltado para um publico fechado)
O que pude perceber é que RPG é um jogo que não pode ser obrigado a jogar, e as pessoas que participam, jogam de maneira livre; estão na brincadeira por quererem estar brincando de um jogo interpretativo.
E os meus jogadores, apesar de dois estarem querendo a brincadeira, três estavam por obrigação com a sociedade, e não por gostarem da brincadeira, o que retratou essa realidade para mim.
De qualquer maneira a aventura continua!
Cya,
Nesse final de semana ocorreu o terceiro Game Day do ano, marcando a chegada do Dungeon Máster Guida II (em inglês) e o Guia do Mestre (em português), e sua celebração é sempre com uma boa dose de roleplay e muitos monstros!
Mas, esse Game Day foi um pouco diferente para mim, irei aqui colocar minha experiência, como sempre faço, a respeito do dia, com uma visão geral de como foi minha mesa.
Um dos grandes motivos pelo qual eu gosto de estar em meio a eventos, é a quantidade de pessoas que tenho para conhecer, conversar e estar presente, narrar uma aventura é somente parte da brincadeira, mas quanto os jogadores não conhecem ou mesmo gosta do RPG, o que fazer?
Foi isso que aconteceu, sentei em minha mesa, os jogadores sentarão ao redor, e a primeira coisa que se deve perguntar é: “Você já jogou RPG antes?”, diante dessa pergunta, todos responderam, “Não”, e eu pensei “Ótimos, mais novatos!!!”.
Eu particularmente gosto de estar entre os jogadores novatos, pois geralmente dão boas idéias, gostam de interpretar e principalmente, não tem vícios de interpretação, coisa que muito acontece com os veteranos.
Entretanto, à medida que ia explicando o que é um jogo de interpretação um dos rapazes já me responde com um tom não muito animador: “Eu não gosto de jogos, não gosto desse tipo de coisa…”
Nesse momento eu já percebi que seria um dia difícil, mas mesmo assim; não me deixo por abalar e continuo a explicação e então começo a narrativa. Os jogadores começam então a brincadeira.
Dois deles realmente estavam interessados na brincadeira, e continuaram a jogar de maneira interessante, mas como é dito, três deles começaram a fazer o contrario e então, a coisa desandou.
Deixei-os livres, usei somente as regras base (“Role 1d20 e adicione qualquer coisa…”) e mantive o jogo de maneira a evitar regras densas, apenas para incentivar o jogo, guardando o resto das regras para quando a coisa fosse mais séria.
E novamente bombardeado por comentários como “Que jogo chato!”, entretanto o comentário é da mesma pessoa que “não gosta desse tipo de jogo”.
O que me leva ao seguinte dilema, realmente RPG é um jogo de nicho? Somente algumas pessoas podem jogar? Ele é um jogo para “elite”? (Quando me refiro a elite, uso a conotação de que é um jogo voltado para um publico fechado)
O que pude perceber é que RPG é um jogo que não pode ser obrigado a jogar, e as pessoas que participam, jogam de maneira livre; estão na brincadeira por quererem estar brincando de um jogo interpretativo.
E os meus jogadores, apesar de dois estarem querendo a brincadeira, três estavam por obrigação com a sociedade, e não por gostarem da brincadeira, o que retratou essa realidade para mim.
De qualquer maneira a aventura continua!
Cya

Eu fiquei bem chateada mesmo por que você não pode mestrar =/
Como você mesmo disse, não dá pra obrigar alguém a jogar RPG =/
Mas no mais, foi bem divertido *-*
Foi o melhor evento de RPG que já teve em Itajaí/BC
Espero que você mestre essa aventura pra gente :3
Beijinhos,
Love you ♥
[...] Um guia para a 4ª edição do Dungeons & Dragons « Quem quer jogar? [...]
Bom cara, quando os jogadores nao estao afim, realmente fica complicado, mas tem truques simples, como envolver eles em batalhas emocionantes, e sendo chato com a questao de obriga-los a atingir os ganchos.
Quanto a RPG ser um jogo nicho, sim, realmente e, e nao tem como mudar isso, jogar rpg requer uma sencibilidade e inteligencia diferente do que a maioria da massa desenvolve, logo poucos sao os que conseguem jogar e se divertir.
Desculpe a falta de acentuacao, teclado desconfigurado :/
[...] no ultimo Game Day aconteceu o total extremo oposto, onde os jogadores foram forçados a ir jogar e não [...]