Histórico da categoria ‘Interpretação’

Um Bem Vindo Não Muito Caloroso

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Olá,

O Mauricío Linhares do Pensotopia me fez perceber que pouco a pouco, os jogadores de D&D no Brasil estão se familiarizando com as novas ideias e novos conceitos que essa edição de D&D trouxe.

Eu, aqui no Tomo4e sempre estive aberto e por muito coloquei posts explicativos demonstrando qual o novo foco dessa edição, e acima de tudo tentando remover esses “rótulos” impostos nessa edição tão bacana.

Irei também ressaltar aqui, que em muitos casos o problema pode ser simplemente, incapacidade de mestres: Eu mesmo tive algumas sessões muito ruins de D&D 4e por falta de costume quanto as novas regras, essa foi uma realidade dolorida.

Hoje me desempenho muito bem em ambas as duas, e tenho sempre em mente que “RPG é DIVERSÃO”, enquanto houver diversão numa mesa, teremos um papel bem desempenhado de todos como um grupo. E nesse ponto, estou falando dessas duas palvaras-chave: “Grupo + Diversão” a nova edição conseguiu fisgar e muito bem.

Entretanto, se mesmo assim, muita gente ainda não estão familiarizado com a nova edição e suas “motivações” e “focos” além de “conceitos”.

Como falar a respeito de três livros tamanho A4 com mais de 600 paginas é um pouco extenso para apenas um unico post, eis a série de posts falando a respeito de pequenos detalhamentos.

Conceitos: Save Throw
Conceitos: Pontos de Ação
Conceitos: Defesas
Conceitos: Meio-Nível Bônus
Conceitos: Hit Points & Healing Surges
Conceitos: Class Roles

Cruzando Conceitos: Hit Point Vs Defenses
Conceitos: Desafios de Perícia
Conceitos: Terrenos
Conceitos: Encontros
Conceitos: Papeis dos Montros I
Conceitos: Papeis dos Montros II
Conceitos: Atributos Básicos vs Interpretação
Conceitos: Poderes
Conceitos: Modelos (Templates)
Conceitos: Tamanhos
Conceitos: Missões
Conceitos: Artefatos
Conceitos: Marcos
Conceitos: Temas

Todos estes posts mostram a parte de mecânica junto ao roleplay, e também uma opnião pessoal a respeito do “motivo” da mudança.

Brincando com Terror!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Vou juntar duas coisas muito interessantes ao meu post de hoje.

O lançamento do Open Grave (aproveitem e comprem enquanto o dólar está mais estável!), e minha mais que divertida experiência com uma aventura de terror usando D&D!

A primeira coisa que irei falar a respeito é um resumo de como foi a aventura, ela se baseava no mais clássico Dungeon Crawler (explorar uma masmorra), mas com elementos de terror, no mais clássico Diablo II.

Os jogadores foram contratados por um Aprendiz de Mago que viu seu mestre (Alkaras) ser morto por umas criaturas das sombras, e com medo de voltar no lugar pediu ajuda dos aventureiros para limpar o lugar.

O aprendiz em questão somente conhecia o lugar, e fez um mapa rasurado de como era o caminho para o salão onde estava o seu mestre.

Os jogadores foram sala a sala do antigo casarão, e chegaram na entrada para os laboratórios e calabouços de Alkaras, o lugar inicialmente estava com ratos pelo chão, o que foi a coisa divertida da sessão, pois ninguém foi infectado por qualquer doença e não foram muito feridos.

Após uma investigação na sala se notou sangue, ruínas e um antigo livro que tinha grande parte rasgada, e somente alguns rabiscos de “Socorro” nele.

Para ajudar no jogo, eu reduzi o volume de qualquer coisa e apaguei uma das luzes da sala onde jogo, deixando o ambiente em meia-luz. Também coloquei um incenso gostoso no ar, para os jogadores terem algo no qual estarem cheirando.

Esses detalhes fizeram os jogadores entrarem no clima, e a cada sala, um momento de susto de um rato pulando de um lugar, um ruído da parte de trás, uma aranha. Então um dos jogadores vê uma pessoa sendo arrastada pelas sombras, e nessa descritiva todos ficaram apavorados.

Nesse momento percebi que os personagens não estavam com medo e sim os jogadores. De tal maneira que foi uma aventura ótima de terror, usando somente os livros básicos de D&D.

O que eu aprendi com isso?

Fatores simples, como a imersão dos jogadores depende e muito de quais aparatos o mestre esta usando, seja por meio de incenso, luzes, sons. Para uma aventura de terror eu acredito que o melhor é:

  • Ambiente levemente iluminado. Mas tome cuidado para os jogadores não ficarem sem poder ver suas fichas, então meia-luz é o suficiente.
  • Incenso fez os jogadores terem alguma coisa para sentir no ar, o aroma de incenso também deixou o clima de jogo mais confortável, mesmo sendo terror. (Se usar incenso, queime alguns antes da sessão para saber seu cheiro, eu usei Lótus e Lua, que tem um cheio peculiar mas não sabe-se exatamente o que se trata).
  • Quanto a sons, deixei algum som baixo de fundo, mas o suficiente para que os jogadores não saibam o que esta no fundo. Isso faz os “jogadores” tentarem encontrar o som, mas não saírem do lugar.
  • Use e abuse de boas descritivas, coloque bastante coisas que saem de lugares pequenos como ratos, aranhas e cobras. Sempre que um jogador estiver começando a não sentir medo, deixe alguma coisa perto dele. E use poucos monstros aterradores, estes devem ficar sempre para o final.
  • A historia deve ser desenrolada aos poucos, a cada sala deixe uma dica do que pode estar acontecendo, ou não. Deixe também dicas falsas para os jogadores nunca terem certeza do que está realmente ocorrendo.

Acredito que com essas dicas seja o bastante para se ter uma excelente aventura de terror, e aqui uma dica fundamental, não abuse de terror, depois se perde a graça!

Bom jogo a todos!

Cya

Adicionando elementos a mesa de RPG

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Olá,

Pode até parecer estanho, mas com tanta coisa que temos para colocar em uma sessão (mapas, miniaturas, dados, fichas, salgadinhos, refrigerante ou suco, lápis, borracha, etc..), ainda falta algumas coisas que podem (e muito) ajudar uma boa sessão.

Quanto às miniaturas, já foi falado antes em vários lugares, entretanto para os paladinos perdidos, aqui vão os links, o pessoal do Rolando20 já falou a respeito, e também aqui com vários links para outros locais, o Covil também tem algumas miniaturas. E por final a RPGNow (precisa fazer Login) tem miniaturas de excelente qualidade para baixar, ou comprar.

Para mapas de batalha eu recomendo um único site: Gozzys, os gerados de Dungeons são lindos, condizem com o D&D 4th.

Para melhorar a visão dos jogadores se podem usar miniaturas 3d, feitas em papel. A Wizards liberou para todas algumas miniaturas de papel. Que tal um mímico? Alguns cenários prontos do Germy? Acredito que isso seja o suficiente para a grande maioria das mesas.

Ilustrações também podem ajudar uma sessão de RPG, o Concept Art World tem algumas ilustrações de tirar o fôlego para os mais variados gostos. Inclusive ele ainda redireciona cada visitante ao site do artista (para mais e mais imagens). Para fechar, o Fantasy Art Gallery contem um acervo completo para ilustrar qualquer personagem que você pensar.

Mas isso é somente uma face do RPG, ainda podemos ir um pouco mais longe, uma maneira interessante de “adicionar” mais elementos pode ser pelo som, por que não? Existe um CD com músicas para se usar como “soundtrack” de sessões de RPG, exclusivamente para D&D! Entretanto é pago e tem direitos autorias.

Mas não quero pagar para ouvir musica nas sessões, então use musicas de Vídeo Game (eu usei durante mais de dois anos), no Game Music Themes se tem musicas dos mais variados jogos e mais variados estilos. Inclusive de vários consoles!

Espero ter ajudado.

Cya