Tabuleiros & Miniaturas
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Estava conversando ontem com meu amigo Gauxom, leitor assíduo do blog, sobre sua encomenda do D&D 4e que tinha acabado de chegar. Apesar de toda a empolgação, no meio de nosso bate papo surgiu a seguinte constatação:
Gauxom: Não sei se você notou também que está extremamente necessário a utilização de miniaturas e mapas bem estruturados para essa nova versão.
Não posso negar que é verdade. Para começar todos os alcances de poderes (assim como armas) agora é expresso em quadrados (uma medida de tile). E fica a dúvida: será um quadrado o equivalente a 1,5 metros? Se sim, porque a mudança?
Ora, todos estes cálculos em base em 1,5 metros estava ficando complicado na edição anterior. Tínhamos magias com alcance de 27 metros + 1,5 metro por nível. Dio Santo, haja multiplicadores. Não podemos esquecer que a versão inglesa utilizava pés (feets) para estes valores, o que deixava os tradutores para o resto do mundo de cabelo em pé.
Isto também se refletiu nas áreas das magias. Nada mais de cones, de linhas ou formatos estranhos. Temos a explosão, que parte de um centro em todas as direções; e a rajada, que compreende grande quadrado com as dimensões citadas. Uma Explosão 1 alcança todos os quadrados adjacentes enquanto uma Rajada 3 gera uma área semelhante de 9 quadrados (3 x 3).
Mas bem, os quadrados nos exigem mapas mais elaborados, e estes mapas geram tiles (tabuleiros) para posicionar os personagens e monstros. E que representação melhor do que as miniaturas? Então tudo isso é uma conspiração da Wizards of the Coast para nos fazer comprar miniaturas?
Eu não acho que chegue a tanto. O D&D sempre foi, na minha opinião, o RPG com mais regras relacionadas a tabuleiros, e isto não seria diferente agora. Apesar de referências mais claras aos tabuleiros e miniaturas, ainda acho possível jogar sem eles.
Mas devo citar que deve haver uma boa sincronia entre mestre e jogadores para que isto possa acontecer. Em minhas mesas de jogo sempre houveram questionamentos dessa ordem pelos jogadores: “Eu posso chegar até o monstro em uma rodada?” e “Como assim eu tomo um ataque de oportunidade? Eu quero correr longe do monstro!” e é bem difícil fazer com que os jogadores imaginem toda a cena sem desenhar um mapa.
Se houver um tabuleiro, ainda melhor. Ou não!
