Forma Selvagem do Druida
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Tenho visto muitos jogadores questionando a mecânica da forma selvagem do Druida nesta nova versão do D&D. Afinal, por que na forma selvagem o personagem não recebe bônus em perícias ou afins? Por que o druida não pode assumir a forma de um falcão e voar, ou a forma de um tubarão para respirar sob a água?
Bem, em primeiro lugar, segundo a regra o personagem deve assumir a forma de um animal mediano, que lembre uma criatura comum ou feérica, preferêncialmente um mamífero. Ainda assim o personagem pode escolher algo completamente diverso, mas a criatura terá as mesmas características que o personagem possua
Ou seja, caso o personagem queira ter como forma animal uma pantera, que fique na espreita e salte sobre seus oponentes, sugiro que invista em perícias como Furtividade e Atletismo para garantir essas ações; afinal os próprios animais passam a vida treinando estes aspectos.
Não basta mudar de forma e esperar que o personagem vá sair por aí saltando sobre as árvore e caçando silenciosamente seus inimigos. Para falar a verdade, nem mesmo os animais caçadores avançam sobre criaturas visivelmente mais fortes que eles.
Isto nos dá a deixa para outro fator importante, poderes! Se o personagem tem a forma de uma pantera, o jogador deveria escolher os poderes que tenham garras (e talvez mordidas) como descrição e, caso seja um touro ou um górgona, converse com o mestre a respeito das opções, mude a descrição do poder Savage Rend para usar chifres ao invés de mordida. É importante que os poderes se encaixem na forma selvagem do personagem.
Vale lembrar que o druida não nasceu com a forma selvagem que adotou. Então, como um pássaro recém-saído do ovo, um personagem druida de 1° nível pode ter aparência de um animal adulto, mas ainda precisa aprender a usar corretamente suas capacidades.
Em nossa aventura passada, a personagem druida do grupo resolveu avançar furtivamente até o acampamento inimigo, fazendo se passar por um animal comum; ainda assim eu exigi dela uma jogada de Blefe para representar o papel a contento. Claro que eu cedi um bônus pela idéia inusitada, mas afinal, por que simplesmente mudar de forma deve ser suficiente para enganar um ser humano. Eu mesmo desconfio até dos cachorros que encontro na rua!
Para finalizar, uma dica aos jogadores que gostam do druida: invistam em características (perícias, talentos e poderes) que deixem seus personagens únicos, mas que façam sentido com a forma selvagem adotada.
