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Como construir um background?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Olá a todos!

Hoje irei escrever sobre algo que a maioria dos novos jogadores tem dificuldade: o background.
Afinal, o que é isso? E porque é tão importante?
Bem, o background é toda a história e personalidade do personagem. Com ele, a aventura pode tomar outros rumos, ou gerar side-quests, também é importante para saber como que o personagem vai lidar com o grupo, e qual o objetivo dele em se aventurar, já que não é algo completamente normal sair de casa em um dia de sol dizendo “irei arriscar minha vida todos os dias com monstros que podem comer a minha cabeça por pura diversão!”O background, além de tudo, é algo que faz com que o seu personagem seja único. Quanto mais detalhes você dar sobre o seu personagem, mais completo ele fica, desde a história até a sua aparência, e o mais importante: suas manias, vícios, coisas que odeia… Assim, nunca existirá um personagem igual a outro.

Exemplos de Backgrounds: Eladrin

História:
Lórien Numenesse é uma eladrin, que veio das florestas mais reservadas da Feywild, cuja qual é dividida entre quatro partes, e em cada uma vive algum tipo de povo das florestas. Ela é usuária de magia, por obrigação de seus pais, ja que os conhecimentos arcanos são passados de geração em geração, em uma importante linhagem de grandes magos. Porém, o reino em que Lórien vive está em uma constante guerra contra os humanos ambiciosos que estão em busca dos segredos místicos da Feywild. Os eladrins sempre estiveram em grande vantagem, porém as tropas humanas tem cada vez conseguido mais homens para lutar. Como uma medida desesperada, o Reino decide enviar Lórien, uma maga excepcional, para fora do abrigo das florestas, em busca de algo que possa ajudá-los a vencer a guerra, ela deve deixar o seu lar a procura de algo que evite que ele seja destruído.

Personalidade e aparência:
Por não conhecer outro lugar a não ser as florestas de onde veio, Lórien é uma pessoa reservada, fala comum com muito sotaque, e tem um certo tipo de aversão à seres huamanos, não confiando neles. Traja um robe azul escuro, feito por seus ancestrais e passado por gerações até chegar nela. Seus cabelos são longos de um laranja claro, e seus olhos são da cor da lua. Sua pele é tão clara quanto o brilho das estrelas e sua delicadeza ao agir a torna um ser bonito de se olhar. Conjura as suas magias com perfeição, pronunciando as palavras mágicas como se fossem melodias.

Bem, esse foi um exemplo de background que pode ser usado em qualquer mesa de RPG. O importante quando for criar a história do seu personagem é perguntar:

* De onde ele veio?
* Por quê ele saiu de lá?
* O que ele procura (especificamente)?
* Como ele se parece?
* Como ele age?

Acho que com isso é possível criar backgrounds com um pouco mais de facilidade.

Até mais x3

Background em 10 minutos

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Olá,

Vejo em muitos locais pessoas falando a respeito de que jogadores não tem background, e eu discordo.

Vejamos o que temos de background, na Dragon 366 temos um artigo contendo muitos “backgrounds” (de graça) para jogadores prontinho, e ainda junto com o background, um detalhe para o jogador, uma pequena vantagem junto a isso, para axuliar o jogador, seja um +1 em uma perícia, ou poder rerrolar um teste em específico.

Se isso ainda não é interessante para os mestres, ainda temos uma opção alternativa para auxiliar o jogador, o Neceros tem uma ficha para criação de background em 10 minutos, que auxilia a criação de histórias interessantes a qualquer momento.

Se isso ainda não for o bastante, cada jogador ainda pode conversar com seu mestre e fazer uma história interessante para ser jogada, e ainda escolher um bônus para seu personagem.

Agora que sabemos onde encontramos os backgrounds, eu faço uma pergunta bem simples: “Porque background com bônus?

Por muitas vezes quando temos um personagem e encontramos muitas situações em que o personagem iria tomar uma atitude que colocaria o grupo todo em perigo, de tal maneira que o jogador restringe seu personagem, e algumas vezes o impede de tomar alguma ação simples. E isso é uma coisa ruim, não poder fazer alguma coisa por um motivo em peculiar.

Então o bônus é para equilibrar com essa desvantagem, além de fazer um gostinho a mais para o personagem, mostrando o lado bom de ter aquele “background“.

Esse é meu ponto de vista.

Cya

Ferreiros e a economia no D&D

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Em uma matéria recente da Dragon Magazine 366 foram apresentadas regras para background dos personagens. Estes backgrounds adicionam características interessantes, como novas perícias para a lista do personagem: como exemplo, o Estudante Arcano recebe Arcana e História como perícias de classe, com um bônus adicional de +1.

Desta forma eu poderia criar um personagem Guerreiro/Mago Eladrin mais convincente, ou mesmo um Ladino que tenha sido expulso de uma escola de magia. O mais interessante é o fato de que os backgrounds não têm requisitos (ou custos), como talentos específicos.

No entanto, uma destas novas características ressaltou uma incoerência desta nova edição:

Ferreiro da Guerra
Benefício:
Você pode construir suas próprias armas e armaduras, desde que possua as ferramentas e matéria-prima necessárias. Forjar uma arma requer dois dias, e fabricar uma armadura quatro. No entanto, isto não confere uma vantagem econômica. O preço final do item é o mesmo que o preço de compra deste item. Mas você pode conjurar rituais de Criação durante a fabricação se possuir o talento necessário para isto.

O problema a que me refiro se deve ao fato do personagem ter de dispender dois dias de trabalho e matéria-prima equivalente a 15 po para fabricar uma espada que, no mercado custará somente 15 po. Infelizmente, como cita o artigo, não há vantagem econômica.

Ao contrário, quando um personagem encontra uma velha espada perdida numa masmorra e tenta negociá-la com o ferreiro da cidade, o Livro do Mestre sugere que o personagem lucrará somente 1/5 (um quinto) do valor do item. Realmente há uma grande falha econômica aí.

Acredito que este sistema tenha se baseado em vários jogos de tabuleiro (como o Banco Imobiliário) e/ou online (como o World of Warcraft) que utilizam regras semelhantes para dar agilidade ao sistema. No entanto, ao ganhar agilidade, se perde um pouco da diversão.

Se o seu grupo estiver realmente interessado na fabricação de seus próprios itens (mundanos ou arcano), sugiro duas regras “da casa”:

1. Testes Sociais: obter recursos mais rentáveis podem exigir testes de Diplomacia (ou Blefe) contra os mercadores. Isto pode reduzir o preço da matéria-prima que o personagem está comprando ou aumentar o valor do item que está vendendo; e

2 Buscas: conseguir metal para fabricar a espada em questão pode ser fácil através do mercador local, mas pode ser lucrativo encontrar uma mina e garimpar seus próprios recursos. E isto obviamente pode levar a outras aventuras.