Review do D&D Game Day
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Cartaz do Evento
No último sábado aconteceu, aqui em Itajaí – SC o D&D Game Day em comemoração ao lançamento do Guia do Mestre. Como de praxe, os autores do Tomo 4ᵉ participaram como mestres em diversas mesas. Não há muito que eu possa falar sobre as experiências do Shin (que vocês podem conferir no post dele) e da Mandy, que parece ter sido fabulosa; mas posso fazer as considerações de minha parte.
Minha mesa parece ter sido a mais diversificada do evento: tive dois veteranos em D&D 4ᵉ, um dos quais joga comigo uma campanha nas segundas-feiras; outros dois jogadores vieram diretamente do D&D 3.5 sendo um deles totalmente desconhecido; e o quinto jogador (namorado de uma rpgista) foi convencido a fazer sua primeira experiência.
Os jogadores mais experientes assumiram as classes mais complexas: o Lâmina Arcana e o Artífice que possuem várias habilidades específicas; a jogadora optou pela halfling bárbara (ela adora personagens pequenas). O invocador foi escolhido pelo Joel (aquele que eu não conhecia) quando eu expliquei a classe como sendo um “mago com poderes divinos”. Por fim, o novato ficou com o guerreiro humano, a classe aparentemente mais simples.
Como a aventura foi criada por mim, pude deixar muito espaço para a interpretação; os jogadores tiveram tempo para se acostumar uns com os outros e fazer brincadeiras entre si. O Forjado Bélico era piada constante, seja no modo de dormir, em stand by ou ao copiar uma carta deixada por um mago da região. Para ajudar, o Dimitri (jogador) entrou no personagem e assumiu o papel tanto como líder como na resolução dos desafios arcanos que eu coloquei na aventura.
A trama se desenvolveu num vilarejo em que um culto sombrio se estabeleceu, seqüestrando vítimas fáceis; embora os personagens não tivessem idéia dos reais atores por trás do culto, sabiam que as vítimas jamais retornariam. Ouvindo rumores de que o mago da vila fora também levado, resolveram investigar sua torre e descobriram que o próprio mago fazia suas pesquisas sobre o culto.
A torre do mago foi um atrativo em si pois estava repleta de aspectos mágicos (um tapete/elevador, trancas mágicas e compartimentos extra-dimensionais) que mantiveram os personagens (e jogadores) entretidos por um longo tempo. Inseri aí também a idéia de um objeto mágico de minhas campanhas, algo como um cubo quebra-cabeça que quando aberto libera um pequeno objeto aí contido. Mesmo sem conseguir abrí-lo durante a aventura, ele atraiu a atenção dos jogadores.

Sérgio, lâmina-arcana, veterano de boa-vontade e ganhador do Guia do Mestre
De posse das informações do mago, os personagens investiram contra o refúgio do culto sombrio de Orcus (o símbolo da divindade estava presente nas anotações do mago). Sem preocupar-se com a furtividade adentraram o primeiro salão com tochas acesas e foram surpreendidos por um grupo de Shadar-kai.
A batalha foi extraordinária, e teve momentos memoráveis: mesmo cega por seus agressores, a bárbara recuperou-se a ponto de investir e derrubar três deles, elevando o ego da jogadora Daiane. Noutro momento, cercados e ameaçados, os personagens foram resgatados e teleportados pelo Invocador. Ao fim da batalha os personagens descobriram que os Shadar-kai foram enviados pela própria Rainha da Rapina para impedir o culto.
Sem muitas opções, resolveram terminar o serviço que o conflito anterior postergou. O culto trazia seguidores de Orcus e um morto-vivo guardião, que foi logo imobilizado e derrubado pelo artífice de Dimitri e o lâmina-arcana de Sérgio. Mas não pense que só os jogadores experientes se fizeram estrela, Carlos interpretando o guerreiro fez ótima atuação empurrando os seguidores para a parte acidentada do terreno, tirando-os rapidamente de combate. Fato esse que inspirou o Sérgio a adquirir novos poderes para seu guerreiro na campanha de segunda-feira!
Por fim, certos da vitória ainda puderam comemorar a derrota do líder do culto, cercado pelos aventureiros. Os jogadores levaram ainda miniaturas e fichas de personagens (muito bonitas por sinal) como brindes para casa, e o Sérgio foi sorteado com um Guia do Jogador novíssimo enviado pela Devir.
Se a mesa do Shin foi um fiasco, a minha foi um sucesso. E deixou claro que, em eventos de RPG a interação entre as pessoas e a boa vontade é que fazem a diferença. No dia de lançamento do Guia do Mestre o mérito pelo sucesso do evento é todo dos jogadores.

De acordo com uma nota enviada aos organizadores regionais do D&D Game Day (do qual faço parte), Otávio Gonçalves – editor da Devir – anunciou para o próximo dia 23 de maio o lançamento da edição brasileira do D&D4ᵉ, com a publicação do Livro do Jogador. Segue trecho: