Pecados de um mestre
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009Olá,

Os que estão com a camiseta foram os organizadores. Eu sou o cabeludo gordinho. O véxo é o cabeludo alto!
Vou contar a minhas duas experiências em uma mesa de RPG durante o Game Day. Assim como isso aconteceu, e como não aconteceu.
A primeira coisa que tenho que dizer é que como a mesa de RPG de um Game Day você encontra qualquer tipo de pessoa assim como qualquer tipo de idade e é tudo muito aleatório.
Minha primeira mesa foi em certa parte um Total Parry Kill, pois com as novas regras de D&D eram tão diferentes do que estava acustumado, que em certo ponto eu ousei usar pouco de poder, para não deixar a coisa tão forte.
Para melhorar a situação, o grupo era feito por jogadores de RPG novatos. Não que isso seja uma coisa ruim, mas as más influencias de Anime/Mangá eram evidentes, assim como as tendências de fazer coisas para “criar zona” era terrível.
Atitudes de quem quer avacalhar com o jogo dos outros.
Eu não gosto desse tipo de atitude, mas levei numa boa a situação. E em primeiro combate a coisa foi tão desleal, um grupo de 5 aventureiros (equilibrados) contra um Espectro. Em minha descrição deixei claro com essas palavras: O fantasma não está atacando, está apenas observando.
A reação de dois jogadores que queriam fazer baderna foi: “Eu ataco!“.
Isso levou o primeiro combate desleal, uma criatura forte de nível alto, contra jogadores iniciantes que estavam se acustumando as regras do jogo. Isso foi terrivel, tive que ajudar os jogadores lembrando de seus ataques e de seus efeitos.
Tão logo a coisa foi que jogadores cairma em armadilhas e tiveram problemas piores, assim como o Clérigo que não tinha alcance para suas magias de cura. E isso acabou por resultar num TPK (Total Parry Kill).
Entreguei um dado de vinte faces para cada jogador, e um a ficha de cada personagem.
Agora entra em ação a segunda rodada da Mesa de RPG, nessa mesa dois jogadores novatos (eu suponho), dois jogadores que já tinham tido alguma experiência, e por final um jogador experiênte.
A interpretação do jogador experiente foi tão viva, tão prazerosa para o jogador experiente que os novatos levaram a inspiração para seus personagens. Os jogadores com média experiência também se inspiraram e tiveram um excelente jogo.
Digno de Criticos vindo em boas horas, clérigos no meio de chamas gritando por Pelor, arqueiros fazendo furtividade, e iniciantes com magos fazendo o melhor papel de “dedução“. A coisa foi tão brilhante que os jogadores ganharam suas fichas, e os Dados, e eu com orgulho apertei a mão de cada um.
Ao analisar a situação, cheguei as seguintes conclusões:
- Jogadores que querem fazer sacanagem, irã fazer, cedo ou tarde.
- É necessário uma interpretação boa para o grupo inteiro entrar no ritimo.
- Cedo ou tarde teremos problemas com “custumes” de jogadores.
Eu desde que o jogo do Game Day encerrou eu me considerei um péssimo mestre por ter deixado um jogador que foi zonear causar problemas para um grupo inteiro.
E quanto a vocês leitores, o que acham?
Cya

