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“It hurts itself in confusion[...]“

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bem,

Para quem ainda não entendeu, trata-se de uma coisa muito freqüente aqueles que jogam Pokémon. Uma das condições muito freqüentes desse jogo é “Confusão”, na qual existe uma chance de 50% de agir normalmente e outra de acabar se machucando enquanto está confuso.

Eu na verdade não queria uma condição, queria um modelo de monstros para poder fazer aqueles tipos de “Zumbis” que ficam ainda se lembrando de seu passado e ao mesmo tempo fiquem fazendo ataques em seus “amados”.

 

Como não queria colocar um vinculo tão forte com os mortos-vivos, e também deixar em aberto para outras interpretações, como por exemplo uma dominação mental superficial, ou mesmo drogas ou seja lá o que for. Então optei por fazer um modelo de monstro.

Pré-Requisito: Qualquer criatura com nível 5 ou maior.

Criatura Confusa
Mesmo da criatura base
Soldado ou Guerrilheiro Elite
XP de Elite
Defeas -2 na CA; +4 em Vontade
Resistência 15 vs Psiquico
Teste de Resistência +2
Pontos de Ação 1
Pontos de Vida+8 por nívelPODERES
Características
Confusão Insana (psiquico)
No inicio de cada turno role 1d6, em um resultado 1 essa criatura não realiza turno, em um resultado 3-5 essa criatura age normalmente, em um resultato 6 essa criatura ajuda os Personagens Jogadores.
Ação Padrão
Gritos EnsurdecedoresSem Limite
Ataque: Rajada 3 (Inimigos na área); Nível +3 vs Vontade
Acerto: 1d10 de dano psiquico e o alvo fica Atordoado até o final da próxima rodada.
Partilhar InsanidadeEncontro
Ataque: Distância 5 (Duas Criaturas); Nível +5 vs Vontade
Acerto: 5 de dano psiquico recorrente (TR Encerra). Primeira Falha aumenta o dano para 10. Segunda Falha o persoangem perde um pulso de cura além dos outros efeitos.

Adaptando Ravenloft 5: Insanidade

domingo, 9 de novembro de 2008
um vilão sem coração ou um herói atormentado?

Múltiplas Personalidades: um vilão sem coração ou um herói atormentado?

Na minha série de adaptações das regras de Ravenloft para o D&D 4e termina aqui, com um pequeno ensaio sobre a insanidade. Esta característisca é abordada em inúmeros jogos de RPG de diferentes maneiras: temos (i) os pontos de sanidade do Call of Cthulhu; (ii) os testes de sanidade do Ravenloft; (iii) as diferentes perturbações de Vampiro: a Máscara; e não menos importante (iv) os Fright Checks do GURPS.

Segundo a psicologia, a insânia (ou insanidade) é uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados “anormais” pela sociedade. É muitas vezes resultado de doença mental, isto quando a própria insanidade não é classificada como a própria doença.

A insanidade é tradicionalmente apresentada como um certo comportamento que adentra uma zona de perigo, uma região em que o indivíduo arrisca a si mesmo e aos outros. A tragédia grega e Shakespeare se referem freqüentemente à loucura neste sentido.

Portanto, ao adaptar a insanidade para a nova edição, cheguei a uma bela encruzilhada: não gostei de utilizar os testes de sanidade da versão anterior (da White Wolf) porque os testes de resistência não são mais utilizados da forma que conhecíamos.

Eu gostaria que a insanidade fosse uma condição duradoura, que afetasse o personagem de uma maneira mais forte conforme ele derrubasse as barreiras de sua própria psiquê. E também que ela pudesse ser tratada e, eventualmente curada. Desta forma, folheando o Livro dos Monstros, encontrei uma ótima solução: os Lobisomens costumam infectar suas vítimas com o Frenesi Lunar, uma doença psicológica:

Frenesi Lunar Doença de Nível 8
Tolerância: estável Dif 20, melhora Dif 24
O alvo está curado Efeito Inicial: O alvo ganha uma penalidade de -2 na Defesa por Vontade. Quando Ferido, o alvo deve realizar um teste de resistência ao fim de cada turno. Se ele falhar, no próximo turno deverá fazer um ataque corpo-a-corpo contra um alvo aleatório a até 5 quadrados. Se nenhum alvo estiver disponível ele realizará um movimento numa direção aleatória. Estágio Final: O alvo ataca a criatura mais próxima em seu campo de visão. Se ele não puder ver outras criatura, ele não faz nada além de mover-se em uma direção aleatória.

A própria psicologia chega a considera a insanidade como causa de uma doença mental, e por que não podemos nos aproveitar desta definição? É possível, com alguma imaginação (e fonte de pesquisa), criar novas enfermidades psicológicas para os personagens. Vou apresentar aqui duas: Alucinação e Personalidades Múltiplas.

Alucinação

Esta primeira insanidade estou testando em um personagem que passou por maus bocados numa aventura recente: uma garota que estava atraído foi descoberta por ele assassinada e esquartejada. Agora, ela aparece em suas visões e sonhos, e ele acha que está sendo assombrado, mas será mesmo?

Alucinação Doença de Nível 4
Tolerância: estável Dif 16, melhora Dif 20
O alvo está curado Efeito Inicial: O alvo perde sua capacidade de raciocinar plenamente, ao sentir-se constantemente vigiado. Ele somente poderá usar duas ações por turno (uma padrão e uma de movimento, por exemplo). Após um descanso breve ou prolongado, o personagem deve fazer um teste de resistência. Em caso de falha ele será assombrado por visões durante o próximo encontro; estas visões atraem sua atenção e o deixam atordoado (dazed). Estágio Final: O alvo está constantemente assombrado por visões e permanece atordoado (dazed).

Personalidades Múltiplas

Ao combater um trauma muito grande, a psiquê do personagem divide-se em duas (ou mais) personalidades distintas; que podem ou não estar cientes da personalidade original. Em geral, as outras personalidades agem de uma maneira bastante diferente da original; se esta era pacifista, a outra será violenta; se a primeira era honrada, a segunda terá valores deturpados.

Isto normalmente significa uma mudança de tendência e, talvez, uma mudança de jogador. O mestre pode assumir o controle deste personagem, ou forçar o jogador a interpretar uma personalidade inversa a sua original. Ao criar esta nova personalidade, o mestre tem a palavra final.

Personalidades Múltiplas Doença de Nível 10
Tolerância: estável Dif 22, melhora Dif 26
O alvo está curado Efeito Inicial: Ao adquirir um novo nível, o alvo deve realizar um teste de resistência. Se ele falhar, o mestre deverá escolher o Talento ou Poder a que o personagem tem direito, e este só será conhecido pela personalidade alternativa. Quando Ferido, o alvo deve realizar um teste de resistência ao fim de cada turno. Se ele falhar, no próximo turno ele será dominado (veja página 277 do PHB) pela sua personalidade alternativa. Estágio Final: Quando Ferido, o alvo deve realizar um teste de resistência. Se ele falhar, sua personalidade alternativa passa a ter controle de suas ações até que efetue um descanso breve ou prolongado (muitas vezes será difícil convencer a personalidade alternativa a isto).

Considerações a Respeito das Insanidades

Estas duas enfermidades têm objetivo de tornar o jogo mais atrativo e desafiador aos personagens e não de arrebatar todas as suas ações e decisões. Deste modo, é necessário que o mestre tenha a dose certa para aplicá-las: um único personagem insano já é problema suficiente para todo um grupo, que tem que lidar com suas mudanças de humor (e personalidade).

O próprio tratamento ou cura pode ser uma Busca ou um Desafio de Perícia, com recompensa em experiência semelhante a um encontro do nível da doença. Caso o clérigo (ou outro personagem) do grupo queira tratar o personagem insano, o mestre pode permitir testes de Cura (ou Intuição, se preferir) para substituir os testes de Tolerância.

As insanidades não possuem um vetor ou agente de contaminação, a própria mente do personagem “se adoece” ao enfrentar uma situação extrema, como um ataque de Horror que o personagem tenha fracassado, em que mestre tenha obtido um ataque crítico.

Novamente gostaria de citar que a palavra do mestre é final e estas regras-da-casa foram criadas para deixar o jogo mais divertido. Cabe a cada um decidir se deseja aplicá-las, e como.