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Jogadores sem Medo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Olá,

O Guia do Mestre cobre a grande maioria dos jogadores mais “estereotipados” das mesas de D&D, além também de ser a fonte de suporte aos problemas mais comuns. Mas quando esses tipos de aplicações não resolvem?

Como lidar com aqueles jogadores que não tem medo da morte, e apenas conseguem ver a ficha de personagem, como uma Ficha a mais, e não um personagem, isso acaba por destruir a diversão dos outros jogadores. Como lidar com esse tipo de situação?

Minha visão a respeito é simples e prática. Converse com o jogador em particular, diga que sua atitude está deixando o jogo lento, ou mesmo que está atrapalhando a diversão dos outros, e que ele deveria ter mais “amor” ou carinho pelo personagem.

Essa é a solução mais pacífica que conheço e geralmente tem bons resultados, ela funcionou com os mais variados tipos de jogadores que já tive com esse problema, e inclusive funcionou comigo, pois eu também já passei pelo processo de “só mais uma ficha”.

E quando isso não resolve?

Vou deixar claro que esse tipo de atitude do jogador está atrapalhando o grupo por como um todo, e isso deve ficar muito claro, você como mestre pode achar ruim, mas os jogadores destemidos podem ser a vontade de todos os outros membros do grupo de estar sentado na mesa. Então tenha certeza que o jogador sem medo é o problema.

Converse com os jogadores na mesa, diga para eles terem mais carinho com o grupo, e depois vá para o assunto principal, diga a todos os jogadores que esse tipo de atitude sem medo da morte pode causar problemas para a aventura, e isso acaba por atrasar a aventura, e a trama que você planejou.

Isso geralmente ajuda a evitar problemas típicos, e muitas vezes acabam por gerar mais intimidade entre os jogadores, seja sempre cordial, pois este é um momento de vulnerabilidade entre todos os jogadores.

Um só detalhe e o jogador nunca mais irá largar de seu personagem.

Mas ainda assim não olhamos o lado do jogador,
ele pode ter razão!

Uma pergunta que os mestres raramente fazem, porque meu jogador não tem medo de perder o personagem? Porque ele não cuida mais dele? Ele apenas vê os números!

Muitas vezes é necessário um pouco de incentivo do mestre para que o jogador não tenha a sensação de estar com um grupo de números em sua frente. Um dos recursos que o mestre tem a disposição são os Itens Mágicos. Um item único ao personagem e pronto, ele irá perceber que o personagem não é igual a nenhum outro.

Outra forma é deixar detalhes como Cicatrizes, fazer o personagem ficar caolho. Esse tipo de detalhe físico deixa o personagem único. Um dos meus jogadores sempre se lembra de seu personagem, pois ele foi amaldiçoado e ficou na forma de um esqueleto, e o único que poderia remover a maldição tinha morrido. Somente isso já fez do personagem único em todos os aspectos! E ele criou um vinculo com o personagem e sempre se lembra dele com muito carinho.

Outro personagem tinha domado um lobo gigante, e encontrou-o como aliado depois de algum tempo, e isso fez o personagem mais único, e não foi nenhum item mágico (mas depois se tornou sua fiel montaria).

Esses são exemplos de formas a deixar os personagens únicos, e assim aumentar o vínculo entre personagem e jogador.

Lembre-se sempre que o papel do mestre é dar oportunidades para esse tipo de situação acontecer, e fazer com que eles venham a acontecer, tornando assim cada personagem único, e deixando a aventura mais empolgante, e os jogadores com medo de perder esse vínculo!

Novamente, é dessa forma que lido com meus jogadores e é minha visão a respeito do assunto.

Livro do Jogador II

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Livro do Jogador IIO post anterior gerou interesse a respeito do Livro do Jogador 2 para o D&D 4e a ser lançado em Março de 2009, segundo a Wizards of the Coast. Está claro já que boa parte do livro contemplará outras classes de personagens (eu imagino que teremos mais 8), entre as retiradas do livro anterior e classes totalmente novas.

Com as classes, é claro, virão novos poderes e novos talentos e as novas fontes de poder (Primal e Psiônico possivelmente). Mas com boa parte das regras presentes no primeiro livro, o que mais estará presente neste outro?

  • Novas Raças: especula-se o aparecimento dos gnomos, aasimar e goliath;
  • Mais Poderes: para as classes já existentes, focando outras linhas de atuação, como o guerreiro com duas armas ou o ladino arqueiro;
  • Ofícios e Atuação: o primeiro livro excluiu estas perícias, mas com o aparecimento do Bardo talvez alguma atenção seja dada a estas regras;
  • Novos Caminhos Heróicos: para personagens primais e psiônicos possivelmente, mas que possam ser escolhidos também pelos marciais e arcanos;
  • Itens Mágicos e Mundanos: os Bardos devem possuir algum foco musical e os Psion talvez canalizem seus poderes por cristais ou objetos assim. Novos itens devem ser incluídos no segundo livro; e
  • Seguidores: as regras para companheiros animais ou familiares de mago também foram mencionadas em fóruns da Wizards.

Vale citar que tudo isto são especulações não confirmadas pela Wizards. Conforme apareçam novas notícias eu complemento estas suposições com os fatos reais.