Histórico da tag ‘mestre’

Uma nova diversão para o Mestre!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mestrar também é divertido!

Olá a todos,

Vou pegar o tópico do Véxo (Dividindo Encontros) e vou levantar minha opnião a respeito de como tem sido “divertido” para mim preparar uma aventura, irei também colocar minhas considerações a respeito da terceira edição.

Em primeiro lugar perdemos as varias tabelas aleatórias, inclusive de itens aleatórios. O que ao primeiro ponto me deixou chateado, porém quando pensei melhor a respeito, estava me sentindo aliviado, pois poderia colocar os itens melhores distribuídos pela aventura, além é claro de poder escolher melhor os itens (e não depender da “sorte nos dados”) para ter os itens certos para o grupo.

Segundo, estava também sem tabelas de monstros aleatórios, o que foi um “choque”, pois eu usava de certa forma a tabela antiga. Entretanto, veio com a nova edição a “modelação” dos encontros, escolher os monstros ficou prático e facil. Vou mostrar como fiz um dos meus encontros.

O grupo estaria pegando uma carona “sem querer” com uma pequena caravana que leva mercadorias para a cidade de “Fallcrest”, durante o caminho esta caravana será atacada por Goblins.

Então, eu analisando a situação, achei mais adequado usar VÁRIOS minions, e alguma artilharia para dar apoio, e um ou dois soldados para fazer frente aos jogadores. Foi fascinante analisar o confronto e escolher os adversários. A tatica é a seguinte, os Goblins não querem lutar, querem saquear, então enquanto os jogadores ficam se divertindo no combate com os “Goblins Warriors” (Globin Soldier Lvl 1), os “Goblins Cutter” (Goblin Minion Lvl 1) saqueiam o ultimo carroção. Os “Goblin Sharpshooter” (Goblin Artilary Lvl 2) ficam dando apoio aos jogadores, deixando suas ações preparadas para quando alguem for atacar os Goblins Cutters.

Ou seja, o combate está montado. Como os jogadores terão o auxílio da caravana (adicionei mais 5 personagem NPCs luta, todos de nível 1 e usando táticas de Fighter, ou seja adicionais +500 XP nessa luta), que foi muito útil, pois consegui colocar aproximadamente 30 goblins, entre minions, warriors, e sharpshooters. Como recompensa para aqueles que ajudarem a caravana, vem a décima parcela do tesouro, de acordo com DM Guide.

Perceberam? Eu não fiquei olhando tabelas e rolando dados, eu PENSEI a respeito do combate e como deveria fazer ele, coloquei uma TÁTICA em jogo, e coloquei um grupo organizado para enfrentar os jogadores. Essa foi a principal mudança para a construção de uma aventura.

Logo em seguida, usei novamente o DM Guide para planejar um pouco mais a aventura, e cheguei ao objetivo da “major quest”, e advinhem? Funciona, usar a “mistura de sementes” funciona e muito bem, rendeu um excelente enredo e uma boa aventura.

Na sequencia eu estava planejando o covil do nosso “boss” e quando eu percebi tinha UMA única tabela perdida para masmorras aleatórias, e nesse ponto estava perfeito. Pois a cada sala que eu gerava eu já colocava seu “tipo” de sala, desde quartos, sala comum, posto de guarda (que era quase junto a sala comum e com uma passagem secreta entre elas), cozinha, sala de estudos arcanos, sala de estátuas (com uma estátua animada), e todo o resto da masmorra foi saindo naturalmente, ao inves de “aleatoriamente”.

Bem, um resumo da ópera, o trabalho do mestre ficou MUITO mais fácil, como não existe mais uma forma presença de encontros aleatórios, e muito menos a chance de itens que não terão utilidade para o grupo, temos então um grupo que estará SEMPRE equilibrado (o mestre tem sua parte aqui), e por final a “maleabilidade” de montar um encontro resultou em uma masmorra muito mais “viva” que o normal.

Trocando os Papéis!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Bem,

Este final de semana (para ser mais específico, na sexta-feira entre a meia noite e as seis horas da manhã) eu estava jogando um bom RPG, dessa vez com o papel de jogador, numa aventura que mistura Final Fantasy VIII, Senhor dos Anéis e Idéias Insanas do Ivo, o mestre.

O jogo estava indo muito bem, estava olhando as coisas do meu personagem (Eric, O Vermelho) enquanto anotava um ou outro talento que tinha que ter mente para o próximo combate (estavamos jogando 3.5, então estava tão atolado de talentos que nem sabia mais o que fazer)

Após uma calorosa batalha contra um Devorador de Mentes Supra (coisa extremamente LETAL e muito forte) conseguimos a surpresa do mestre, o combate que era para ser perdido, foi Vencido e ganhamos nosso “loot“.

Então para minha surpresa o Mestre Ivo, resolve mudar a ficha de cada personagem, fazendo eu jogar com a ficha do jogador a direita de mim, peguei a ficha dele e fomos para o segundo encontro da noite, eu dessa vez controlando um outro personagem. Apenas EM combate.

Fora de combate cada um controla seu próprio personagem. Foi então que me surgiu a ideia. Quando falei a respeito da idéia de trocar tudo, inclusive a interpretação, nosso mestre ficou chateado e reclamou dizendo ser uma coisa muito “game” e pouco “roleplay“.

Eu por mim, já achei uma idéia fascinante, imagina durante uma noite jogar com 5 diferentes personagens, e analisar cada interpretação de cada um dos seus companheiros em situações extremas. Imagine o jogador que sempre tem personagem Leal e Bom jogando com um personagem Mal, ou então um jogador que sempre esta de Guerreiro tendo que lidar com um Ladino?

Esse tipo de situações incentiva o uso de roleplay, e incentiva cada jogador a fazer um pouco mais por si e um pouco mais por cada jogador. Afinal um jogador a menos numa mesa é aumentar a chance de fracasso.

Mesmo que muitos reclamem que isso é muito “game“, e pouco “roleplay” como Ivo reclamou, lembrem-se que RPG ainda é diversão, e se isso vier a divertir o grupo… porque não?

Cya

Planejando Encontros

domingo, 9 de março de 2008
Personagens recebem a glória por sobreviverem a um encontro

Encontros são a base das aventuras de D&D e dependem muito da criatividade do mestre de jogo, principalmente para se criar o clima necessário. Para facilitar o trabalho do mestre em planejar os encontros, o D&D 4e removeu as dificuldades do sistema antigo, como o cálculo de Níveis de Dificuldade e Encontro.

Ao planejar um novo encontro o mestre se baseará na quantidade de experiência que os personagens receberão pelo desafio (normalmente uma aventura terá experiência suficiente para os personagens galgarem um nível). Por exemplo, ao desenvolver um encontro com 500 pontos de experiência, o mestre poderá selecionar 5 criaturas com 100 pontos cada ou duas com 250.

Este método é muito semelhante a primeira e segunda edição do D&D e permite que, caso um jogador falte a mesa ou o mestre precise adequar o encontro, existam métodos fáceis de remover ou substituir monstros sem precisar calcular novamente todo a dificuldade do encontro.

Os encontros não ficarão restritos a um único cômodo, ao invés, em eventos relacionados. Se quatro orcs são liderados por um ogro e este está num cômodo adjacente, contado seu tesouro; todos estes monstros participarão de um único encontro. Os orcs possivelmente gritarão pelo seu líder, caso sejam atacados.

Tudo isto criará um novo modo de aventura, onde os jogadores precisarão pensar muito bem na hora de utilizar suas habilidades por encontro. No exemplo anterior, caso utilizem todos os seus principais poderes contra os orcs, estarão desprovidos contra o ogro.

Por fim, as armadilhas também foram reformuladas. Elas poderão fazer parte de um encontro, junto aos monstros, ou se tornarem um encontro completo, com vários testes e mecanismos que os personagens precisem superar. Esqueça os testes de Reflexo ou Fortitude para superar os danos, os personagens agora terão de pensar em como desativá-las.