O Manual dos Monstros
sábado, 19 de setembro de 2009Antes de começar a falar a respeito irei lembrar que eu não possuo o Manual dos Monstros, entretanto eu já o tive em mãos durante boas semanas, e analisei-o de maneira a poder escrever a respeito.
A primeira coisa que devemos analisar a respeito do Manual dos Monstros é o nome, finalmente temos os nomes dos três livros pelo seu original (Livro do Jogador , Guia do Mestre e agora o Manual dos Monstros), dessa maneira já podemos diferenciar melhor entre a terceira versão e a quarta edição.
O livro é muito bem ilustrado, como é de se esperar de um Manual dos Monstros, e temos poucos capítulos, mas estes poucos são fundamentais, pois ao contrario do que é dito, temos muita informação para poder ser usada em cada livro.

Okey, está um pouco fora de foco, vamos ver se consigo atualizar essas fotos, certo?
O primeiro capítulo já nos entrega todos os monstros, de A a Z. Entretanto este primeiro capitulo é subdividido, eu diria, sendo que sua primeira parte é explicativa, mostrando como ler cada bloco de estatísticas dos monstros. Para quem já jogou AD&D irá se familiarizar um pouco com os blocos de estatísticas.
Menores, com as informações relevantes a respeito de cada monstros, sem adicionar listas de perícias que não são usadas por exemplo, ou mesmo sem adicionar talentos que não precisam ser “ativados”.
Dessa maneira, temos uma grande diferença entre monstros e personagens, os monstros não são o foco dessa nova edição, ou seja, se um monstro aparece, ele deve ser derrotado, ou servir ao seu propósito de acordo com o mestre, e deixar o espaço para os personagens dos jogadores brilharem. Dessa maneira os monstros estão simplificados.
Todos os monstros possuem uma pagina para si, ou mesmo mais que uma, mas nunca menos que uma única pagina. Dessa forma teremos ter dois monstros em uma única pagina, por exemplo. Isso deixa cada parte do livro mais limpa e fácil navegação no livro, tomando menos tempo de jogo em busca de monstros.
Todavia, temos mais opções de monstros, como por exemplo, temos tipos de Goblins, e tipos de Kobolds que são diferentes entre si, e podem constituir encontros de maneira mais diversificada. Isso quer dizer que se pode conduzir uma aventura com 5 encontros de Kobolds e usar em cada encontro vários tipos de Kobolds tornando um único monstro em vários encontros.
Mas não iremos parar por aqui, depois dessa imensa variedade de monstros, eu devo ressaltar que alguns não estão presentes, como temos uma pagina por monstro, temos menos monstros que em outros “livros dos monstros”, isso se deve a diversidade de monstros do mesmo tipo.
Cada monstro ainda conta com uma descrição simples, entretanto suficiente para informar o mestre de suas habilidades e um pequeno histórico. Deixando bastante espaço para o mestre poder usar de sua criatividade para usar em suas campanhas. Isto é um ponto positivo a meu ver, dessa maneira, mesmo que um jogador leia o manual dos monstros, ainda não saberá tudo a ponto de estragar uma aventura.
As táticas de cada monstro também são um fator de muita importância, mostram como o monstro reage em combate e colocam idéias de como utilizar cada monstro, essas tácticas também refletem de certa forma o nível de inteligência do monstro.
Para finalizar os conhecimentos de cada monstro são muito divertidos e contem partes de informações importantes de históricos que podem ser aproveitados.
O segundo capítulo, temos ao final do livro uma sessão somente com “raças monstruosas” e nestas encontramos nossos velhos amigos, como o Gnomo, o que surgiu certas piadas pela Wizards (que o d3system traduziu ). Temos uma boa quantidade de raças, dando destaque ao Gnoll (para quem é assinante é uma excelete leitura que mostra a sociedade Gnoll com outros olhos) e ao Warforged (outra excelente visão a respeito desses “golens”). Entretanto estas raças não possuem talentos raciais nos livros básicos.
Um glossário com muitas das palavras chaves usadas durante o jogo pode ser encontrado na seqüência, este terceiro capitulo é uma referencia a muitos mestres que antes precisaram procurar em cada livro. Agora essa síntese mostrada ao final do Manual dos Monstros facilita o trabalho do mestre.
Para finalizar o quinto e ultimo capitulo, é uma listagem de monstros pelo seu nível, como era feito nos livros antigos, facilitando a criação de encontros para o mestre.
Para fechar, o Nibelung já colocou alguns detalhes que achou do Manual dos Monstros, em sua errata não oficial (mas muito bem acurada), você pode ver aqui.
Estas são minhas visões a respeito do Manual dos Monstros, se eu deixei escapar alguma coisa, me avisem!
Cya

De acordo com uma nota enviada aos organizadores regionais do D&D Game Day (do qual faço parte), Otávio Gonçalves – editor da Devir – anunciou para o próximo dia 23 de maio o lançamento da edição brasileira do D&D4ᵉ, com a publicação do Livro do Jogador. Segue trecho: