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Contrata-se Estagiário!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Bem

Nos últimos posts eu falei a respeito de o que é um Covil e seus Cômodos, agora irei falar dos NPCs em relação a isso.

Nesse momento vem a parte mais legal, por muitas vezes os jogadores encontram NPCs divertidos ou engraçados, mas pela quantidade de pessoas num grupo isso pode acabar perdendo um pouco a graça de um combate com muitas pessoas. Então deixe os NPCs no covil de heróis!

Se os personagens têm um quartel general, seja lá como for, eles podem deixar os seus NPCs divertidos e/ou interessantes no QG e partir para próximas aventuras. Esses NPCs servem de guarda, ou talvez algo mais.

Quem sabe um ferreiro possa ajudar os jogadores com aquelas armas que ninguém sabe usar, talvez esse mesmo ferreiro também saiba conjurar alguns rituais para desencantar itens mágicos, e melhorar os antigos, basta entregar um pouco de Residum e pronto!

Talvez o seu covil possa estar perto de uma rota de comercio, e os comerciantes possam parar para se reabastecer com carne e cereais antes de ir para a próxima cidade. Estes vendedores também podem trazer os rumores e boatos (quem sabe até uma aventura junto com isso).

Os jogadores também podem ter uma cripta dentro de seu covil, e com isso um fantasma pode fazer parte da aventura, respondendo algumas perguntas dos jogadores (claro que pagando o custo certo, use como base o ritual de falar com mortos).

O interessante de colocar um fantasma assombrando o seu covil de heróis, é que no primeiro momento isso pode ser uma aventura e tanto, e num segundo momento isso se torna a coisa comum, e talvez até mesmo trazer de volta a vida esse fantasma seja uma opção divertida.

Quem falou que o seu covil não pode ter um Estagiário? Tente imaginar que depois de alguma fama (aka: Após nível 11) muitas pessoas podem estar querendo que os jogadores resolvam seus problemas. Alguém deve filtrar esses pedidos para as coisas realmente difíceis/importantes ficarem para os jogadores.

Isso também não impede dos jogadores de conhecerem outros grupos de aventureiros (talvez até mesmo outros personagens dos mesmos jogadores) e estes fazerem suas aventuras e depois descansar no covil de heróis.

Lembre-se que não há limites para um covil, qualquer NPCs interessante, ficha de personagem que não deseja mais jogando e todo o resto pode ser interessante.

Espero que gostem

Cya!

Personagens Ausentes e NPCs

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma das boas práticas de jogo citada no Livro do Mestre que eu já adoto há muito tempo é a ausência de NPCs como protagonistas da campanha; explico: os jogadores sentem-se inferiorizados quando aquele cavaleiro de 20° aparece e, com um só golpe, destrói todo o exército orc que os personagens esforçaram-se tanto por conter.

Também é chato quando, em meio a um combate ou outra situação de tensão o Mestre adquire a responsabilidade por basicamente todas as rolagens. Além de todos os monstros inimigos, ele ainda rola pelo NPC aliado que, muitas vezes por seu nível ou apreciação do Mestre, torna-se o herói da aventura. Dessa forma, o uso de NPCs junto aos jogadores deve ser evitado.

Mas até que ponto?

No D&D 4e, temos quatro diferentes funções de personagem: agressor, controlador, defensor e líder; cada qual com suas capacidades para tornar o grupo equilibrado. Caso um dos jogadores falte ou nenhum deles abilite-se por jogar numa determinada função, o que deve fazer o Mestre?

Certa vez jogávamos uma aventura onde os personagens deveriam livrar um bosque encantado da incursão de um grupo de orcs. Na segunda seção de jogo o personagem do clérigo estava ausente e, sendo o único líder apto, desfalcaria o grupo severamente. No primeiro encontro da seção, inseri um unicórnio cativo que, assim que libertado pelos jogadores passou a acompanhá-los pelo restante do dia.

Foi uma alternativa simples: o unicórnio é um escaramuçador (líder) de 7° nível – o mesmo que os jogadores – e possui uma aura que fornece bônus de +2 nas defesas dos personagens. Dessa forma a criatura fortaleceu os defensores no campo de batalha e, quando necessário utilizava o toque de seu chifre para permitir aos personagens curarem alguns pontos de vida.

É importante que o Mestre tenha a consciência de que esta criatura é um estepe, e sua atuação na aventura não deve ser mais efetiva que o personagem real: o unicórnio por exemplo, não tinha os poderes à distância e de exconjurar do clérigo, e no momento que estes foram necessários o grupo sentiu a ausência do jogador.

Se fosse o ladino do grupo a faltar, eu usaria um Sátiro Rake em seu lugar, e no caso do guerreiro eu escolheria um Cavaleiro Eladrin (ambos de 7° nível). Para escolher um substituto apto, basta conferir a listagem de criaturas por nível e função no final do Livro dos Monstros:

  • Espreitadores e escaramuçadores podem ser usados como Agressores;
  • Soldados e brutos como Defensores; e
  • Líderes e controladores têm papéis semelhantes entre os monstros.

Caso a presença do NPC seja necessária por muito tempo (mais do que uma única seção de jogo), opte por criaturas do tipo Elite ou acrescente um dos templates existentes no Livro do Mestre (pg. 176) para que o substituto possa suportar mais combates. Temos que considerar afinal que a maioria dos monstros não possui pulsos de cura e outras capacidades regenerativas.

É importante que os jogadores tenham a opção de recusar a ajuda extra; afinal eles são os protagonistas da aventura. Dessa forma eles terão encontros mais difíceis e serão recompensados com pontos de experiência extras.