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Poderes de Perícia

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bem,

Quem diria, que eu, Shin, estaria aqui colocando a respeito de noticias do site da Wizards. Como estamos sempre atentos a legalidade, não irei postar nenhuma tradução como fazíamos, irei apenas fazer minha reflexão a respeito dessas novas opções para D&D.

Apesar dessas opções virem apenas no terceiro livro do jogador, eu posso adiantar que realmente estão abrindo novas opções (inovadoras), e para todos os grupos que tem acesso ao Character Builder podem usar já nesse momento.

O que são os Poderes de Perícia?

São novas opções de escolha para os jogadores, qualquer personagem treinado ao receber um poder utilitário pode optar por escolher poderes da sua lista de classe, ou poderes relacionados a uma perícia treinada.

Como assim? Se um personagem atingir ladino atingir o segundo nível ele pode escolher um poder utilitário de sua classe (como o “Ghost Feet”) ou então escolher o poder “Fast Hands” (Poder de Perícia Ladinagem Nível 2).

Eu já havia falado a respeito da criação de novos poderes para personagens, e isso se encaixa justamente no que havia falado. Criar poderes é uma opção para jogadores deixarem o personagem mais próximo do que desejam, mais próximo do que imaginam.

Claro que muitos poderes podem ser bem mostrados apenas com um mínimo de interpretação, como por exemplo o poder Stolen Defense (Poder de Perícia Ladinagem Nível 10) na qual você realiza um teste de Ladinagem contra a Percepção passiva do alvo, se tiver sucesso o alvo concede vantagem de combate até receber um ataque.

O que foi mostrado acima é mecânica, como interpretar isso? Um chute no alvo o fazendo perder o equilíbrio pode ser uma excelente descrição para personagens mais violentos (brutos) ou então uma rasteira leve para fazer o alvo ficar numa perna só (para aqueles mais ligados a artes marciais).

Mas isso não para por aqui, ainda podemos acrescentar mais, como qualquer personagem com a perícia pode escolher esses poderes, então temos mais opções, podemos usar esses mesmo poderes em monstros sem dificuldade alguma. Basta remover um poder do mesmo tipo (Encontro, Sem Limite, Diário) do monstro e acrescentar o poder desejado e “voi-lá” temos um monstro personalizado feito em questão de segundos.

Espero ter explicado corretamente, e espero ter ajudado a colocar mais idéias em seus personagens.

Até a próxima!

Conceitos: Meio Nível Bônus

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Olá,

Ouvi a pouco tempo um podcast no Rolando20, e senti falta deles em falar a respeito do “Meio Nível Bônus“, então, mãos a obra!

Primeiramente vamos entender ONDE esse bônus é aplicado.

Basicamente, esse bônus é aplicado em todos os testes (com a exceção de Dano), seja testes de habilidades, perícias, ataque, poderes… Esse bônus é exatamente metade do nível de personagem, arredondado para baixo.

Ou seja, agora, inimigos de nível alto, terão Iniciativa, Ataques, Habildiades maiores, que os inimigos de nível mais baixo.

Esse bônus representa, uma evolução, e aprendizagem de modo geral para o personagem em questão. Ou seja, o meu guerreiro de nível 1 tem conhecimento básico sobre como se preparar para um combate, e por isso não recebe nenhum bônus, enquanto o mesmo guerreiro em nível 10 já passou por tantas batalhas que consegue saber o momento certo de sacar sua arma (por isso o bônus de nível, ou +5).

Quando falamos de iniciativa, faz sentido, testes de habilidades mentais/sociais também faz sentido. Agora porque um Ladino de nível 1 com destreza 18 tem de diferente de um Ladino de nivel 10 com destreza 18?

Basicamente, o Ladino de nível 1, sabe usar sua destreza de forma bruta, sabe que é agil, mas não conhece os “truques” para ter uma maior precisão, ou reflexo quanto de um Ladino muito bem vivido de nível 10.

O mesmo vale para força, pergunte a um cara que ergue peso todos os dias, ele sabe uma ou outra maneira de movimentar o joelho junto com o quadril para fazer menos força e assim usar melhor seus músculos. Ou então desenvolve uma resistencia natural ao esforço físico e resistencia saúde melhores (constituição).

É essa a realidade para o Bônus de meio nível, dentro de jogo.

Para as perícias, se tem o mesmo sentido. Um Paladino de nível alto, sabe como usar do timbre de sua voz para melhorar sua conversa e facilitar a Diplomacia, enquanto o Mago de nível alto sabe os escritos e glifos de tanto que tem contato com esses símbolos arcanos. O Ladino está tão acostumado a procurar por pequenos objetos que consegue definir a textura de uma rocha e saber se é um material caro, ou uma réplica barata.

Então vem um grande amigo meu e me diz: “Mas eu gosto de pontos de perícia, eu podia customizar meu persoangem assim!

E eu respondo, pode customizar, não é porque TODOS os testes tem meio nível de bônus que você não pode escolher um talento para aumentar APENAS sua capacidade de nadar, ou APENAS sua capacidade de rastrear. Claro que quando se tem o treinamento na perícia, pressupõe que o personagem é apto igualmente em todas as áreas da perícia, isso é claro em nome da simplicidade e praticidade.

E quanto ao bônus em perícias não treinadas? Essa é simples, para um aventureiro (o foco do D&D), é comum ter que escalar, correr, saltar, pesquisar glifos arcanos, negociar uma esapda, procurar comida na natureza, e todo o repertório de perícias.

De tal forma que um personagem mesmo que não tenha o Bônus de treinamento, ainda conhece alguma coisa a respeito do mundo ao seu redor, e sabe lidar, claro que não tão bem quanto um personagem treinado.

Ou seja, a mudança para “Meio Nível” em tudo, tirou a necessidade de tabelas e mais tabelas, facilitando para se criar NPC’s rapidamente, cálculos de bônus quase “brotam” na mente apenas olhando o nível e a habilidade do personagem.

E ainda temos a “customização” do personagem, graças a sua quantidade de talentos, e poderes que fazem personagens unico de maneira rápida.

Esse é meu ponto de vista.

CYA

Ofícios e Atuação

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dias atrás houveram comentários aqui no Tomo 4ᵉ a respeito de algumas perícias que foram removidas no D&D 4e, entre elas Atuação e Ofícios:

A Atuação normalmente está vinculada aos bardos, e poucos personagens além deles chegavam a ver uso para esta perícia na 3ª edição. Mas ela adiciona elementos importantes a interpretação, especialmente na temática de fantasia medieval. Não podemos esquecer que o grande mago Merlin é normalmente retratado com uma harpa em mãos, e mesmo no Senhor dos Anéis as músicas élficas são uma diversão constante.

Mas então, se ela é mais valiosa para interpretação, por que regras? Acredito que o mestre deva permitir que os personagens saibam tocar ao menos um instrumento, ou definir que tiveram aulas de canto em algum momento de suas vidas. Obviamente, entreter toda uma corte requer um teste de Diplomacia, e um valor alto de Carisma pode contribuir.

Quanto aos Ofícios, acredito que poderia haver um talento para a capacidade de fabricar cada coisa: trabalhar metais; trabalhar com couro; fabricar arcos e flechas; e mesmo a alquimia*. Afinal, a maneira de conseguir novas perícias no D&D 4e é através de talentos, por que seria diferente para os ofícios?

O mais difícil seria determinar a quantidade de Ofícios que um talento poderia fornecer: Um? Dois ou três? Eu acho que eliminando-se o excesso de ofícios ao mesclar alguns deles num só (como ferreiro e armeiro), um único talento poderia fornecer facilmente o acesso a um ofício. Vale mencionar que a mesclagem já foi utilizada para a redução de perícias nesta nova edição.

Então o que será que o Livro do Jogador 2 nos trará de novo? Como a classe do Bardo está praticamente confirmada, e como também devem aparecer novos equipamentos, especialmente alquímicos; eu acho que as regras para a Atuação e os Ofícios também estarão presentes, em moldes semelhantes aos que citei aqui.

Teremos que esperar um pouco para verificar isto, mas idealizar não custa muito. E enquanto isso, os mestres precisarão de alternativas para que os personagens divirtam-se e fabriquem suas próprias ferramentas.

* Observação: o Adventurer’s Vault, livro a ser publicado em Setembro terá um talento chamado Alquimista, o que parece confirmar a opinião acima.