Lá e de Volta outra Vez
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Bem,
Hoje irei falar de um assunto que esta gerando uma certa “briga” entre os jogadores de D&D da 3ª edição e 4ª edição.
Perícias; a inclusão delas na 3ª edição, deixou o jogo mais “dinâmico” de certa forma. Mudou o conceito de um personagem (ladinos que o digam), criou e gerou ideias e personagem ÚNICOS, e porque não dizer, sagas épicas em busca do homem que poderia escalar o monte olimpo (ou então do maior cozinheiro do mundo).
Agora, com o advento da quarta edição, chegamos a um outro ponto, as pericias retornaram, de certa forma, a sua origem.
Sejamos francos, na terceira edição, o conceito de pontos de perícia era muito interessante, mas também era uma coisa que deixava um personagem PRESO. Pois você tem varias formas de “distribuir” seus pontos de perícia, mas ou você escolhe ser especialista em uma ou duas perícias, ou se torna médio em várias.
Esse conceito de “Médio” significa que você sabe fazer um pouco de várias coisas, em níveis baixos até funciona, em níveis médios (maior que 5) á se torna ruim em várias coisas, e em nível alto se torna completamente inútil em várias coisas.
Então o que sobra é ser especialista em uma ou duas coisas. Que em geral podia ser: futirvo e esconder-se (e ser muito bem por sinal), ou saltar e natação (e ser muito bem, também), então no decorrer da campanha você escolhe passar pelos desafios se escondendo e andando em silêncio, ou então saltando e procurando lugares para nadar.
Ou seja, na teoria pontos de perícia são uma inovação ÓTIMA!, mas na prática se torna uma dificuldade.
Com a chegada da quarta edição, os pontos de perícia SUMIRAM, e entra em cena um bônus IGUAL de metade do seu nível em TODOS os testes de perícia. Isso é claro nas perícias que não é treinado, em perícias que você seja treinado você recebe um bonus de +5, além do bônus de metade do nível, em todos os testes.
Ou seja um personagem treinado tem de 30% a 60% a MAIS de chance de sucesso em um teste de perícia, contra um personagem não treinado (considerando a dificuldade média – 50% – e habilidades em +0).
Ainda se tem os bônus por equipamentos, racial, talentos, poderes e por fim bônus por interpretação (leia: Bônus Por Circunstância), ou seja, tudo isso ainda deixa seu personagem mais apto a “brilhar” em varias situações, e não apenas no que realmente é treinado.
Então por assim dizer, voltamos um pouco as origens do AD&D, digo isso pelas proficiências em armas (e poderes de acordo com a arma que se esteja usando), perícias simplificadas (ladinos que o digam) e ainda temos o gostinho do novo, com os “Draconatos” (Dragonborn) e “Bruxos” (Warlock).
Resumo da opera, o sistema de perícias deixa o jogo mais dinâmico, e qualquer personagem PODE brilhar, temos um “agrado” ao antigo, e o gosto do novo. Ou seja, quem reclama só pode estar reclamando de boca cheia.
Cya


Muitas suposições haviam sido feitas sobre a listagem de perícias do D&D 4e, como eu já havia citado no post